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Espírito natalício torna-se mais bonito com a obra de arte “O nascimento de Jesus”, de Giotto Di Bondone

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Esta emocionante pintura está localizada na Igreja de São Francisco de Assis, em Itália, tem como cenário uma estrebaria. Ali se encontram a Virgem Maria; o seu filho, Jesus; São José; dois pastores; duas mulheres banhando uma criança; vários anjos; cabras e ovelhas. A  Natividade, obra do pintor e arquitecto florentino Giotto Di Bondone, é de uma delicadeza comovente.

Espírito natalício torna-se mais bonito com a obra de arte “O nascimento de Jesus”, de Giotto Di Bondone

Na época em que viveu o artista, os frades, em seus sermões, persuadiam os cristãos a visualizarem a História Sagrada sempre que lessem a Bíblia. E assim também fez Giotto na sua arte, ao tentar retratar a reacção dos personagens pintados de acordo com a cena religiosa em que se encontravam inseridos, como se se tratasse de um quadro vivo.

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Sentada sobre sua cama, numa posição mais alta, debaixo da parte coberta da estrebaria, a Virgem segura o seu Menino nos braços com extrema doçura. Ela observa-o, embevecida. Veste um imenso manto azul que lhe cobre todo o corpo. À cabeça traz um grande halo dourado, o maior entre todos, símbolo da sua grandeza diante dos olhos de Deus. O Menino está envolto em faixas, de modo que somente a cabecinha aureolada aparece.

Do lado esquerdo da Virgem Mãe estão um jumento e um boi, próximos a uma manjedoura. Embora não constem nos textos bíblicos, eles são sempre representados nas cenas sobre a Natividade de Jesus. Segundo alguns estudiosos de arte, a presença dos animaizinhos tem por finalidade mostrar aos homens que até mesmo os animais foram adorar o Salvador. São José, sentado sobre uma pedra, à direita da Virgem, com um braço descansando no colo e o outro segurando o queixo, parece cansado, enquanto um anjo fala aos dois pastores sobre o nascimento de Jesus.

Na parte central da composição doze anjos, seis de cada lado, louvam a Virgem e o seu Filho, enquanto na parte superior, catorze anjos, cinco à esquerda e nove à direita, observam a estrela que lança sete raios de luz sobre a cabecinha do Menino Jesus, representando os dons do Espírito Santo (sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus). Todos eles estão em atitude de adoração, excepto um, que tem os braços cruzados.

Giotto di Bondone  mais conhecido simplesmente por Giotto, (Colle Vespignano (actual Vicchio, 1267 — Florença, 1337) foi um pintor e arquitecto italiano.

Nasceu perto de Florença, foi discípulo de Cinni di Pepo, mais conhecido na história da arte pela introdução da perspectiva na pintura, durante o Renascimento.

Devido ao alto grau de inovação do seu trabalho (ele é considerado o introdutor da perspectiva na pintura da época), Giotto é considerado por Giovanni Boccaccio o precursor da pintura renascentista. Ele é considerado o elo entre o renascimento e a pintura medieval e a bizantina.

A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que foi se firmando cada vez mais, até ao Renascimento.

Giotto, forma diminutiva de Ambrogio ou Angiolo, não se sabe ao certo, adoptou a linguagem visual dos escultores, procurando obter volume e altura realista nas figuras nas suas obras. Comparando as suas obras com as do seu mestre, elas são muito mais naturalistas, sendo Giotto o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura europeia. Nos seus trabalhos pela península Itálica, Giotto fez amizades com o rei de Nápoles e com Boccaccio, que o menciona no seu livro, Decamerão.

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Espírito natalício torna-se mais bonito com a obra de arte “O nascimento de Jesus”, de Giotto Di Bondone
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