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“A grande entrevista”, com o fotógrafo Jerónimo Félix: o olhar por detrás das lentes

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“Não escolhi ser fotógrafo, a fotografia escolheu-me.”

O fotógrafo angolano Jerónimo Félix, nascido na cidade de Luanda e vencedor do concurso nacional de fotografia VEA em 2019, participa na 6ª edição da Catchupa Factory, um programa de formação e criação artística em formato de residência artística, dirigida a fotógrafos e artistas emergentes dos PALOP. O evento decorre na galeria Nhô Damásio, no Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), em São Vicente, Cabo Verde.

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“A grande entrevista”, com o fotógrafo Jerónimo Félix: o olhar por detrás das lentes

Jerónimo Félix, firme nos seus ideias e determinado em realizar os seus sonhos, numa uma entrevista com a revista Chocolate fala da sua trajectória e participação no evento Internacional “Catchupa Factory”.

C.H: Quem é o Jerónimo Félix?

“Jerónimo Félix, jovem Angolano, amante de fotografia, natural de Luanda, formado em Engenharia de Telecomunicações. Para algumas pessoas, é uma pessoa super doce, delicada e humilde. Focado em ser feliz e concretizar seus sonhos.”

C.H: Há quanto tempo é fotografo?

“Sou fotógrafo há sensivelmente 9 anos”

C.H: Como nasceu a sua paixão pela fotografia?

“Lembro-me que no fim do ano de 2012 eu trabalhava como Gestor Comercial numa empresa prestadora de serviços. Numa noite, enquanto eu me preparava para fechar a empresa, lembro-me de ter visto três câmaras fotográficas: duas Kodak e uma Nikon. Lembro-me também de manusear as duas Kodak, mas quando segurei a Nikon eu pensei ‘vou levar essa câmara’. E quando cheguei a casa, passei a noite toda acordado a tentar entender aquela câmara. Dias depois, procurei aprender mais sobre fotografia e posteriormente juntar-me aos bons.  Por causa desse episódio engraçado, eu digo que não escolhi ser fotógrafo, a fotografia escolheu-me.”

C.H: Conte-nos como foram os primeiros passos na arte de fotografar.

“Depois de ter tido acesso a uma câmara profissional básica, procurei conhecimentos que me permitissem entender melhor a fotografia.

Questões como: ‘Como ser um fotógrafo realmente? Quais são os tipos de fotografia existentes? Como manusear uma câmara fotográfica?’; entre outras, fizeram-me pesquisar muito a respeito e praticar, pois só assim pude ter noções reais e práticas da arte de fotografar.

Depois de ter melhor noção, comecei por fotografar cenas do quotidiano, moscas em fios para treinar o foco e tempos depois parti para as sessões fotográficas. Depois aventurei-me nas noites de Luanda em vários clubs.”

C.H: Experiências ou momentos inesquecíveis da sua carreira ou trajectória como fotógrafo.

“Primeira experiência, dia 29 de Novembro de 2015, foi a primeira vez que fotografei um show sozinho e o palco foi no show UNITEL (passo a publicidade) que teve como convidado especial o cantor Norte Americano Jason Deluro, nunca vou esquecer-me desse dia. A segunda experiência foi quando venci o concurso nacional de fotografia VEA em 2019.

A mais recente experiência foi a minha participação na residência artística para fotógrafos e artistas emergentes dos PALOP, intitulada Catchupa Factory, em São Vicente – Cabo Verde. Sinto-me baptizado depois dessa experiência.”

C.H: Fale-nos da sua participação na sexta edição da residência artística Catchupa Factory.

“Sempre me vi como um fotojornalista e recusava-me a ser considerado um artista ou fazedor de artes, mas com o passar dos tempos fui mudando a minha forma de ver as coisas, pois tendo em conta a realidade do país em que vivemos, vi-me obrigado a criar técnicas ou estratégias para conseguir fazer o meu trabalho, expôr e acima de tudo comunicar ou denunciar o que meus olhos recusam-se a aceitar como verdade ou realidade de um povo ou uma terra.

Ao participar da 6ª edição da Catchupa Factory, durante a residência, senti-me uma gota d´água no meio de um oceano imenso, aprendi e mudei muito a minha forma de ver e fazer o que faço, sinto-me realmente novo, é como tivesse sido baptizado e nascido novamente como fotógrafo.”

C.H: O que é que este evento representa para a sua carreira, em especial para si?

“Representou para mim um nível superior ao que já conhecia.

Ao participar da CF 2022 aprendi sobre a existência de dimensões no mundo das artes e para que eu possa ser considerado um artista, tenho muito trabalho pela frente. Mas eu vou conseguir, sou o Jerónimo Félix!”, sorriu!

Gostarias de escrever para a Chocolate? Aceitamos sempre colaborações com convidados da nossa comunidade e estamos sempre à procura de novos colaboradores. Entra em contacto connosco e vamos discutir as tuas ideias.

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