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Titica reflecte sobre a desigualdade dos cachês entre Angola e o estrangeiro “Não canto por 500 mil Kz”

A cantora angolana Titica, discutiu recentemente a gestão da sua carreira e os desafios de conciliar o sucesso internacional com a realidade do mercado musical em Angola. Numa entrevista ao Move On Podcast, Titica revelou que gere a sua carreira de forma independente, subcontratando pessoas para ajudar, mas não tem um empresário nem está vinculada a uma produtora. A cantora acredita que uma agência precisa oferecer mais do que ela já consegue sozinha para ser vantajosa.

Titica reflecte sobre a desigualdade dos cachês entre Angola e o estrangeiro  “Não canto por 500 mil Kz”

Um ponto sensível abordado por Titica foi a disparidade nos cachês recebidos no estrangeiro comparados aos de Angola. A artista destacou a frustração de ser bem remunerada em eventos internacionais, como o Rock In Rio, mas desvalorizada ao regressar ao seu país. “Porque tu vais lá, dão-te um cachê muito grande e, quando vens, querem pagar um cachê que quase não tem… ninguém investe prata para colher prata,” desabafou, enfatizando que não aceita cantar por valores baixos como 500 mil kwanzas.

A cantora também mencionou a importância de saber posicionar-se no mercado musical angolano. “Se não te souberes posicionar, cantas ao preço do pão,” explicou, sublinhando a necessidade dos artistas valorizarem o seu trabalho e estabelecerem padrões justos de remuneração.

Titica reflecte sobre a desigualdade dos cachês entre Angola e o estrangeiro  “Não canto por 500 mil Kz”
Titica reflecte sobre a desigualdade dos cachês entre Angola e o estrangeiro  “Não canto por 500 mil Kz”

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Titica reflecte sobre a desigualdade dos cachês entre Angola e o estrangeiro “Não canto por 500 mil Kz”
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