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Aldeia da Muxima: Um encanto à beira do Kwanza e um encontro espiritual

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A aldeia da Muxima: é com certeza um lugar de verdadeiro encontro com Deus e um encanto ao mesmo tempo, com o maior rio de Angola, o Kwanza. Também é um destino bastante interessante para quem tem sede de cultura geral.

Trata-se de uma pequena povoação à margem do rio Kwanza, perto do limite oriental do Parque Nacional da Kissama.

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Aldeia da Muxima: Um encanto à beira do Kwanza e um encontro espiritual

O Santuário da Muxima sita na vila com o mesmo nome, município da Quiçama, a cerca de 120 quilómetros a leste da cidade capital, Luanda, representa actualmente um turismo religioso que deve ser tido em conta, face à diversificação da economia angolana.

É um lugar bastante procurado em Setembro devido à peregrinação que se celebra desde 1883 em torno da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Muxima, construída no século XVI.

Aldeia da Muxima: Um encanto à beira do Kwanza e um encontro espiritual

No que toca ao ponto espiritual, a famosa “Mamã Muxima”, tida também em português como a “Mamã do coração”, este tratamento carinhoso à Virgem encerra um universo de afectos.

De facto, este é o santuário mais querido dos angolanos, que acorrem em peregrinação nos primeiros dias de Setembro, deixando a pequena vila a rebentar pelas costuras (a festa tem recebido mais de um milhão de pessoas anualmente).

Aldeia da Muxima: Um encanto à beira do Kwanza e um encontro espiritual

Reza história que os portugueses chegaram à vila de Muxima em 1581. Ao pequeno posto militar seguiu-se a construção de uma fortaleza (que serviu de prisão) e da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, que terá sido fundada em 1599 por Baltazar Rebelo de Aragão.

Aldeia da Muxima: Um encanto à beira do Kwanza e um encontro espiritual

O conjunto foi apresentado à Unesco nos anos noventa, mas nunca chegou a ser classificado, o que é pena, já que poderia contribuir para a conservação deste lugar místico, único em Angola.

A devoção à Virgem da Muxima é antiga e ganhou um novo ímpeto no século XIX, quando a região foi gravemente afectada pela doença do sono, que dizimou populações inteiras. Hoje, como naquela época, todas as angústias e desejos são lançados à mamã do coração.

Os crentes conversam com a imagem, riem-se com ela, zangam-se e ralham, como se fosse uma velha amiga. E pedem-lhe de tudo: para curar a infertilidade, para terem sucesso nos negócios, para trazer chuva…

Curiosamente, muitas oferendas à Mamã Muxima são colocadas à porta da fortaleza. Em breve, a vila vai ganhar outra relevância com a construção de uma gigante basílica, com capacidade para 4.600 pessoas sentadas. Nessa altura, será elevada à categoria de santuário nacional.

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A nova igreja deve ser construída em frente à antiga, da qual será separada por uma praça geométrica capaz de acolher 120 mil peregrinos. Mas o projecto (de cerca de 40 milhões de euros) deve estender-se a toda a vila, com uma escola, um posto de polícia, um centro de saúde, um hotel, uma zona comercial, um parque de campismo, rede eléctrica e saneamento.

Na localidade da Muxima apenas existem duas Unidades hoteleiras que representam uma exiguidade, para atender à demanda dos turistas e peregrinos aquando desta festa religiosa, que acontece habitualmente uma vez por ano.

Os serviços prestados por esta Unidade hoteleira são nomeadamente de restaurante, hospedagem e Turismo fluvial, este último constitui um novo pacote da casa em questão.

Relativamente à gastronomia oferecida aos turistas, é baseada na comida típica africana da região, como o bagre fumado com feijão de óleo de palma, o Cacusso grelhado, o maruvo – bebida típica – entre outros.

Se vem de Luanda, o caminho até lá está bastante acessível, pode ir e voltar no mesmo dia, só precisa de ter algum cuidado com o regresso das chuvas. Para quem procure pernoitar por lá, sempre há o aldeamento turístico Hotel Ritz Muxima.

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