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A década de 20 e a sua liberdade criativa

O designer de moda, até hoje procura inspiração e referência num dos períodos mais marcantes, principalmente, no que se refere à mudança e à ruptura de paradigmas sociais e comportamentais do sexo feminino.

A década de 20 e a sua liberdade criativa

Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os anos 20 chegaram para abalar as estruturas da sociedade pois, ainda fazia grandes distinções entre homens e mulheres.

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Considerados os anos loucos, toda a década dos anos 20, foi bem vivida pelas pessoas, o que mais queriam era desfrutar da vida nocturna, no Charleston, no jazz, nos cinematógrafos, na arte de Pablo Picasso e Salvador Dalí, ou na abundância que a nova vida oferecia. Enfim, tudo o que podia dar prazer, aproveitar a vida e resgata-la com uma certa leveza, depois dos anos difíceis que uma guerra.

Foi um período de muita prosperidade, de crescimento industrial e reurbanização das cidades. O desejo era o de reconstruir tudo, além de obras arquitetônicas e de engenharia, reestruturar também uma nova sociedade, deixar de lado velhos comportamentos e hábitos antiquados.
Paris era o centro do mundo, tudo que acontecia lá, servia de referência e ditava a moda.

A principal mudança foi a moda feminina, que queria tudo o que estava ao seu alcance e muito mais, toda a liberdade possível. Foi o início da emancipação da mulher, que passou a frequentar lugares públicos sem a necessidade de estar acompanhada, principalmente ao anoitecer.

A década de 20 e a sua liberdade criativa

Com toda essa mudança de comportamento, o reflexo foi nas roupas, nos cabelos e na maquilhagem. Em plena fase da art deco, a moda também seguiu o mesmo design. O visual era mais leve, elegante, reto e tubular. Sem realçar formas, o ideal era ter os seios e os quadris pequenos e a sensualidade estava nos tornozelos à mostra. Na cabeça o chapéu era o cloche, usado com cabelos curtos à la garçonne. Quem mais brilhou nessa época foi a estilista Coco Chanel.

E o que é que isso tudo tem haver com o design que conhecemos? A liberdade é o maior legado. Para o designer de moda principalmente, a necessidade de tecidos mais leves e fluidos, formas mais retas e ao mesmo tempo sensuais, roupas mais práticas e fáceis de usar sem perder a feminilidade. Além disso, já foram feitas muitas releituras dos anos 20 pelos designers de moda actuais.

Em 2012, a Prada, a Gucci e Alberta Ferreti, fizeram releituras deste período e referências da art deco no design das suas roupas. Na gravação do filme de Great.

Gatsby, em 2013, a famosa Catherine Martin levou o Óscar de melhor figurino. Um filme passado na década de 20, pôde contar com a preciosa ajuda de Miuccia Prada para a criação dos seus figurinos, muito bem elaborados e com detalhes primorosos, o design das roupas e dos acessórios fizeram muito sucesso entre as fashionistas. Como consequência, vários designers de moda também produziram coleções inspiradas nos anos 20, que virou uma tendência de moda.

A década de 20 e a sua liberdade criativa

Não dá pra duvidar a importância que o passado tem na nossa história actual. Grandes designers de moda procuram inspiração e absorvem as influências de épocas de grande efervescência cultural.

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