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Modelo Ann Aneika fala da carreira e relembra as barreiras como jovem negra

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“Como uma jovem negra (de pele escura), nunca tive confiança dentro de mim para saber o quão bonita eu era. Tive dificuldade em fazer a transição para quem sou hoje”.

Em entrevista à revista VoyageMia, a modelo Haitiana Ann Aneika Jean Charles falou do seu percurso sofrido para se tornar na modelo reconhecida que é hoje.   

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Ao longo da sua juventude, Aneika foi constantemente provocada, desde a sua pele, até à sua altura, “costumava odiar ser alta porque pensava que ninguém gostaria de estar com uma menina alta. Até o modo de me vestir – eu realmente não tinha gosto para a moda – um trauma que começou desde o jardim de infância até ao ensino médio”.

Aneika não passava um dia sem que alguém dissesse algo como: “Por que é que a sua pele é tão escura?” e a pior parte foi que “tais comentários vinham principalmente de crianças da minha idade, mesma escola, da mesma etnia, ou de etnia diferente. Às vezes, os adultos também participavam”. 

Quando criança, comentários como estes cresceram para sempre dentro de Aneika, fazendo com que uma jovem e linda menina negra sentisse que nunca era suficiente e que provavelmente nunca seria vista como atraente ou bela. 

Mas tudo foi mudando à medida que a jovem Aneika crescia, “à medida que crescia, ocorreu uma mudança drástica. Eu insisti e em vez de me destruir, percebi como estes comentários me fizeram mais forte”.

A sua confiança então explodiu, algo que foi definitivamente notável. “Comecei a receber elogios dos outros, inclusive daquelas pessoas que costumavam tratar-me por feia, dizendo que eu era bonita e que teria sucesso. Ainda que ser sexualizado nem sempre seja um elogio, saber que alguém se sentia realmente atraído por mim fez-me sentir muito bem por momentos”. 

“As pessoas estavam realmente a apaixonar-se pela minha pele”, disse. Descrevendo-a como rica e bonita, Aneika ficou emocionada ao ouvir algo diferente do ódio pela sua aparência. Foi então que a ideia de ser modelo veio à tona.

Contudo, Aneika ainda lutava de vez em quando com a sua confiança em relação à sua aparência, “eu sabia que iria levar tempo, mas aprendi a aceitar isso. Desde então, comecei a pesquisar, quis ser posar para aumentar a minha confiança e sair da minha zona de conforto”. 

Aneika estava destinada a ser esta mulher bonita, confiante e ousada. “Eu devia isso ao meu eu mais jovem. Eu estava determinada a tornar isso realidade, criar uma rede, ser reconhecida fora, eu  trabalhei mesmo muito para estar onde estou hoje”.  O processo foi realmente desafiador, mas valeu a pena. “Ainda sou um trabalho em desenvolvimento e sei que serei a melhor possível no que faço. Sonho levar esta carreira ainda mais longe e torná-la internacional. A beleza vem em todos os tons e formas. Se eu não sou o ‘padrão de beleza’ para alguém, serei para outra outra pessoa”, terminou.

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