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Karen Pacheco: Quanto tens carregado?

Um dia escrevi um poema em que alertava que não devemos carregar mais do que aquilo que fomos concebidos a suportar, comparando nós os humanos com pastas, mochilas, ou seja, todo objecto que serve para armazenar outros objectos. 

Tal como uma simples mochila, ou um saco, por exemplo, o que acontece quando tem mais do que deve guardar?! Um não fecha e o outro rebenta, mas depende, tal como connosco acontece, há pessoas que demoram mais tempo a “rebentar” do que outras, mas o facto de ser mais demorado não significa que não vá acontecer. 

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Karen Pacheco: Quanto tens carregado?

É isso que muitos de nós pensamos de nós mesmos, ser a excepção à regra, comigo será diferente… Pouparíamos muita dor e sofrimento se o realismo fala-se primeiro do que o conformismo e do que a ilusão, sim, o conformismo de nos mantermos parados quando devemos andar e a ilusão de continuar quando devemos parar. 

Posto disto, responde-me algo, quanto tens carregado? Tudo o que carregas merece ser suportado? Ou se calhar deve ser filtrado e posto de lado? Cuidado, podes rebentar por levar mais do que é suposto. 

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Karen Pacheco: Quanto tens carregado?
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