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A família e o profissionalismo

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Rui Silva, licenciado e mestre em Gestão de Empresas, PCA do grupo RBS: “Profissionalismo é quando alguém se dedica a uma missão, a um trabalho. Não é só trabalhar, temos de ter amor à camisola, viver para a empresa, isso é profissionalismo. Tenho um filho (Tiago, 12 anos), ele ainda não tem certeza do que quer ser…”

A família e o profissionalismo

Perdemos muito tempo dentro do escritório com os negócios e acabamos por prejudicar a família. Para estarmos concentrados e focados na nossa missão, é necessário contar com o apoio da família, porque se não o tivermos, nada correrá bem. É necessário contar com o seu apoio e passar um tempo de qualidade com eles.

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“Já houve alturas em que tive eventos grandes e actividades em que a casa estava cheia e o meu filho estava doente e foi um transtorno enorme, mas a prioridade é mesmo a família”, conta o empresário.

Rui conta também que trabalha com dois dos seus irmãos e o segredo para que tudo dê certo é cada um saber o papel que desempenha.

“Cada um tem a sua posição e as pessoas devem ter consciência de que têm de respeitar estes limites. Se os membros não ultrapassarem os limites, tudo corre bem. Às vezes é um pouco complicado, porque há muita confiança entre as partes, e os familiares ultrapassam as linhas, com o tempo cada um sabe o que fazer, tudo fica organizado e tudo corre bem.”

O empresário diz encontrar muitas dificuldades, “ainda temos muitos problemas como: água, luz, e como empresário posso garantir que as bancas não financiam para serem feitos novos projectos, temos a questão da corrupção, um mercado muito instável, o problema da inflação. Temos um mercado muito difícil…. Não é ser difícil em Angola. Isso depende do objectivo e do foco de cada um de nós e da garra que cada pessoa tem.  As pessoas têm muitas dificuldades, muitas vivem em situações muito precárias, mas já conheci pessoas que começaram de baixo e são grandes homens e mulheres, grandes referências no mercado, que passaram por muitas dificuldades. É preciso ter força de vontade, querer, ser diferente e pouco a pouco  vão passando as dificuldades.

Não é difícil separar as questões sentimentais das profissionais. Já conheci de tudo cá, conheço pessoas que começaram de baixo, grandes mulheres, a questão é que cada pessoa tem de compreender o seu trabalho e as dificuldades, porque quando isso acontece, fica bem mais fácil. Na minha área, que é a restauração, não é muito fácil, mas encontrar uma pessoa que respeite e compreenda é muito fácil, é na verdade uma questão que precisa de ser trabalhada”.

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