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Inteligência artificial: benéfica ou prejudicial?

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A inteligência artificial é o que os algoritmos exibem quando realizam uma tarefa de forma inteligente – simples ou complexas, dependendo de habilidades próximas das do cérebro humano.

Inteligência artificial: benéfica ou prejudicial?

Um algoritmo é um conjunto de passos para realizar uma tarefa. Podemos usar um algoritmo para decidir o que fazer baseando-se em factores climáticos ou até interpretar frases e reconhecer imagens. São estes os princípios do cérebro humano – resolver problemas, relacionar ideias através do raciocínio e aprender a partir da experiência.

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Programar algoritmos para que os computadores façam coisas como estas, tem-se mostrado um grande desafio. O foco de muitos pesquisadores tem sido desenvolver conjuntos de algoritmos ou de sistemas que realizam tarefas bem delimitadas como reconhecer imagens, jogar um jogo, mover objectos ou movimentar-se.

Sistemas com habilidades de generalizar e aprender próximas dad do cérebro humano ainda são metas distantes. Como temos presenciado hoje, é bem provável que em 50/100 anos existam computadores e robôs com capacidades gerais muito próximas das dos humanos.

Apesar da maior parte dos palpites de especialistas girar em torno dessa faixa de tempo, é difícil prever o seu desenrolar. Em contrapartida, consegue facilmente prever-se os benefícios da tecnologia para a sociedade.

Os filmes geralmente confundem inteligência artificial com emoção artificial ao retratar máquinas muito inteligentes como uma ameaça à existência ou à autonomia humana.

De facto, mais realista é pensar que, nas próximas décadas, estas máquinas nos ajudem a viver melhor. Máquinas inteligentes podem auxiliar-nos em diagnósticos médicos, cirurgias, resgates, explorações espaciais e inclusive na psicoterapia.

Na verdade, já existem algoritmos e robôs a auxiliar-nos em todas estas áreas actualmente e a tendência é que nos ajudem mais ainda, à medida que consigam realizar tarefas mais complexas.

Muitos especialistas acreditam que boa parte das ocupações humanas serão substituídas por computadores e robôs nas próximas décadas.

Diante deste facto, alguns acreditam que isto levará a uma sociedade de pessoas desempregadas e inúteis, enquanto outros supõem que nos adaptaremos a esta nova realidade.

É certo que é difícil fazer uma previsão quanto a isto, mas, até ao momento, a cada desenvolvimento tecnológico, desde a revolução industrial, os humanos têm sido bem-sucedidos em expandir as suas possíveis ocupações. A ocupação das nossas antigas actividades pelas máquinas pode servir de benefício colectivo.

Em Angola, a segunda maior causa de morte (sendo a primeira a malária) é o acidente de trânsito. Carros autodirigíeis por exemplo, poderiam ser muito mais seguros e evitar milhares de mortes.

Apesar de muito se debater sobre o que nos aguarda o futuro, o desenvolvimento advindo desta tecnologia ainda é muito incerto. A cada novo avanço feito na área de reconhecimento de imagens, por exemplo, pode ser muito mais difícil superar os novos desafios advindos do progresso anterior.

Tarefas que envolvam a tomada de decisão imediata vão depender de um ser humano no final das contas, uma vez que é difícil programar sistemas capazes de tomar decisões baseadas na ética humana.

Um martelo pode ser usado para o bem ou para o mal. O problema, como de costume, não está nas ferramentas que desenvolvemos, mas em como as usamos.

Os algoritmos e robôs vieram para ficar. Mas se as acções deles vão respeitar a ética humana, é algo que está nas nossas mãos.

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