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5 passos para a tolerância – a virtude chave para lidar com as diferenças

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O mundo está cada vez mais carecido de tolerância, todos os dias vemos pessoas a discutirem por diferenças de opinião em relação à política, religião, valores morais, orientação sexual e tantos outros assuntos. Mas afinal, o que é a tolerância e como adquirir esta virtude?

5 passos para a tolerância – a virtude chave para lidar com as diferenças

Tolerância é a capacidade de conviver pacificamente com as diferenças, a disposição para admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes daquilo que consideramos adequados.

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Com certeza é uma virtude fundamental para vivermos em paz em qualquer sociedade, afinal, estarmos cercados de pessoas diferentes a todo o momento significa ouvir coisas que algumas vezes não nos agradam.

Tolerância não é sinónimo de passividade, ou seja, ser excessivamente permissivo ou tolerante a condutas criminosas, por exemplo, que devem ser tratadas conforme a Lei.  

Mas o direito de cada pessoa viver a sua vida e da maneira que lhe convém deve ser respeitado.

Apesar da sua importância, desenvolver esta qualidade exige esforço, isto porque é preciso que tenhamos outras virtudes antes, em torno das quais a tolerância pode florescer.

Inteligência

A primeira qualidade que se percebe nas pessoas tolerantes é a inteligência. Isto dá-se pelo facto de pessoas inteligentes terem muito mais facilidade de ver as coisas de diferentes perspectivas, ou de vários ângulos diferentes.

Pense nisto: se estiver com a verdade, por que existem tantas pessoas que discordam de si? No mínimo, isto significa que há mais de uma maneira de olhar para uma mesma coisa.

Pessoas inteligentes intendem que o mundo não é e não tem de ser de um certo modo – o seu.

Elas sabem que cada pergunta não tem uma única resposta, por isso encontram mais facilidade para conviver com pensamentos e comportamentos diferentes.

Senso de respeito

Não basta apenas compreender que existem opiniões e crenças diferentes das suas. É preciso respeitar o direito do outro de emitir a sua opinião, praticar a sua crença e viver conforme a sua preferência, afinal, trata-se da sua vida.  

Lembre-se de que aquilo que é importante para nós, aquilo que consideramos sagrado, para os outros pode não ter o menor valor. Certo filósofo disse: “não podemos exigir que os outros sejam como nós queremos, pois nem mesmo nós somos o que queremos”.

Portanto, se deseja ver a sua opinião respeitada, tem o dever ético de respeitar a opinião alheia, ainda que não concorde com ela.

Humildade

Se não tivermos a humildade, podemos cair no erro de pensar que sabemos tudo, que o outro não sabe de nada, ou que está mal informado. A verdade é que ninguém deseja conversar com pessoas que possuem um ar de superioridade.

O filosofo Isaac Newton afirmou que “o que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano”.  A humilde ajuda-nos a perceber que todos estamos a aprender, que ninguém é conhecedor de tudo e que todo o mundo tem alguma coisa a nos ensinar. 

Paciência

Algumas vezes, pessoas há que não sabem defender as suas opiniões de forma respeitosa, chegando a gritar ou até mesmo a abusar na tentativa de provar que estão certas.

Com paciência, podemos ouvir os argumentos do outro, mesmo que alguns deles nos pareçam um absurdo e se houver possibilidade, de seguida mostrar o nosso ponto, de preferência com tranquilidade e educação. Mas, se o ambiente não for favorável, evite entrar em discussões sem valores.     

Amor

Finalmente a quinta e maior virtude das pessoas tolerantes é o amor. O amor faz-nos ver todos como seres humanos e não um inimigo, por mais que pensem  ou vivam com valores diferentes dos nossos.

O amor ajuda-nos a perceber que cada um de nós age a partir do grau de evolução e consciência alcançadas ao longo da vida. O amor faz-nos entender que todos somos irmãos a caminhar juntos neste planeta, que cada um é o resultado da sua própria história de vida e que oferece apenas aquilo que tem.    

O amor leva-nos à consciência de que somos falíveis, por isso evitamos o radicalismo, porque no final de tudo, o erro pode estar do nosso lado e a opinião do outro pode ajudar a ver isso.

Se a tolerância é a soma da inteligência, respeito, humildade, paciência e amor, logo, a intolerância é a soma da ignorância, desrespeito, prepotência, impaciência e ódio.

A intolerância é filha da ignorância e a mãe da violência, por isso as suas armas preferidas são a agregação, a humilhação e a ironia – atitudes incompatíveis com o mor.

A boa noticia é que a tolerância pode ser ensinada. O Nobel da paz Nelson Mandela disse: “ninguém nasce a odiar, as pessoas são ensinadas a odiar. E se elas podem ser ensinadas a odiar, também podem ser ensinadas a amar”.  

A filósofa Helen Keller afirmou que “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Pratique estes valores, ensine aos seus filhos, pois o mundo precisa de paz e esta paz entre os homens começa na tolerância.

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