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A fuga à paternidade, de quem é a culpa?

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Este é um problema que tem vindo a afectar a nossa sociedade em particular e que carece de atenção. A fuga à paternidade acarreta consigo uma série de problemas irreversíveis, desestabilizando as famílias e a sociedade. Mas a questão é: de quem é a culpa? Onde é que estamos a falhar? Seja qual for a sua opinião sobre o assunto, a verdade é que este é um mal que afecta a todos – um problema de utilidade pública.

A fuga à paternidade, de quem é a culpa?

O que é a fuga à paternidade?

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A fuga à paternidade é o acto de o indivíduo abster-se ou a não responsabilização dos deveres de pai para com os seus filhos. Mais do que colocar uma vida no mundo, é preciso cuidar, portanto quando o progenitor se nega (procedendo directa ou indirectamente) a cumprir com os seus deveres normais, está a fugir desses mesmos deveres.

Há muito que se tem debatido sobre este assunto em livros, palestras, artigos e variados conteúdos na Internet apresentam as suas visões e dão-nos uma ideia do que fazer, por este motivo não pretendemos esgotar o tema, mas sim trazer uma visão em que, independentemente das convicções e crenças, sejamos todos parte da mudança deste paradigma.      

Vários são os motivos que levariam um pai abondar a família e os filhos ou a negar-se a sustentá-los. E a falta de condições, de um trabalho, ou emprego estão na causa disto – o governo joga um papel preponderante para a redução deste mal.

No entanto, para além do estado, existem outros factores, factores estes que estão intrinsecamente ligados a um aspecto em que o governo tem pouco ou nenhum poder: as famílias.  Tem se dito “sociedade forte, família forte”, pois é na família onde adquirimos a base para indivíduos socialmente preparados responderem aos problemas da vida, através da educação transmitida.

Assumir este desafio de modo individual, estar consciente de que cada um de nós é um agente de mudança é o primeiro passo. Se é ou deseja ser pai, os 2 pontos a seguir vão ajudá-lo a ponderar enveredar por este caminho, enquanto assiste aos benefícios para as gerações futuras – os seus filhos.

1. Dê importância à família

A sua família é provavelmente a coisa que mais carece de atenção, cuidado e dedicação depois da sua saúde. Importar-se verdadeiramente com ela vai exigir de si alguns sacrifícios. 

Mas estará a contribuir positivamente para a criação de indivíduos socialmente mais preparados para assumirem uma família.

Também vale lembrar que a forma como trata a sua esposa diz muito aos seus filhos sobre si, além de influenciar a sua maneira de encarar as mulheres e como tratarão as futuras esposas.

2. Ensine os seus filhos com o seu exemplo

Ao invés de apenas dizer o que fazer, mostre na prática como fazer. Em algum momento na vida, todos nós precisamos de um modelo, alguém em quem nos espelhar e isto é mais importante ainda quando se é criança ou quando se está a definir a personalidade de um filho.

Preste bastante atenção ao que diz e como age, tenha como objectivo transmitir valores como respeito, amor, responsabilidade e acima de tudo, fazer com que o seu filho perceba a importância que dá à família, isto é, o que ela significa e o lugar que ocupa na sua vida.

Evite transmitir a ideia de que as suas responsabilidades para com a família são questões levianas, pelo contrário, mostre os desafios de se cuidar de uma família, converse sobre o que tem feito por eles, permita também ao seu filho saber dos benefícios de não negligenciar tais responsabilidades, para que com o seu exemplo ele perceba por experiência própria que a paternidade exigirá muito dele.

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A fuga à paternidade, de quem é a culpa?
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