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Jô Soares: ídolo e ícone brasileiro

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A grande figura do humor brasileiro, José Eugénio Soares, conhecido carinhosamente por Jô Soares, faleceu na manhã de sexta-feira (5 de Agosto), aos 84 anos idade. O humorista, apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, director teatral, actor e músico, esteve internado desde 28 de Julho no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratar uma pneumonia.

Jô Soares: ídolo e ícone brasileiro

O mestre do humor brasileiro nasceu aos 16 de Janeiro de 1938, na zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, foi filho único do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e de Mercedes Pereira Leal – e viveram na rua Farani, da cidade do Rio de Janeiro. O mesmo passou a sua infância a estudar em colégios internos, como o colégio de São Bento e São José de Petrópolis. Na época, sonhava tornar-se um diplomata. Aos 12 anos de idade, Jô foi estudar na Suíça, em Lausana, no Lycée Jaccard, onde ficou até aos 17 anos e onde nasceu o seu amor pelos palcos.

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Quando voltou ao Brasil, isso aos 18 anos, decidiu apostar na sua vocação recém-descoberta pelas artes. O actor foi frequentando turmas de teatro e procurando contactos com grandes nomes da sua área, até que conseguiu fazer a sua estreia no cinema e nos palcos. Apresentou de 1988 a 1999 o programa “Jô Soares Onze e Meia” no canal SBT; e de 2000 a 2016, o “Programa do Jô” na Tv Globo.

Detentor de vários talentos, era um poliglota, falava fluentemente cinco idiomas diferentes:  português, inglês, francês, italiano e espanhol – e ainda tinha bons conhecimentos de alemão.

Confira com a Revista Chocolate alguns momentos de destaque da carreira desta figura inquestionável brasileira:

1956 — Estreia na televisão, no elenco da Praça da Alegria, na época na RecordTV, onde ficou por 10 anos.

1965 — Protagoniza a única novela da sua carreira, a comédia Ceará contra 007, a trama de maior audiência naquele ano no Brasil.

1967 — Em “Família Trapo”, era guionista, ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega e actuava como Gordon, o mordomo atrapalhado e descompensado. Foi o seu último trabalho na Record.

1971 — “Faça Humor, Não Faça Guerra” foi primeiro humorístico da TV Globo a contar a com a participação do comediante. O programa em meio à Guerra Fria e ao conflito do Vietnam brincava com o slogan pacifista hippie “Make love, don’t make war” (Faça amor, não faça guerra).

1973 — “Satiricom”, novo humorístico da TV Globo, com direcção de Augusto César Vanucci, realizava guiões com Max Nunes e Haroldo Barbosa. A atracção satirizava o título do filme homónimo de Federico Fellini. Na promoção do programa, todavia, diziam que era a “sátira da comunicação” num mundo que se tinha tornado uma “aldeia global”, expressão que esteve na moda depois dos primeiros anos da TV via satélite.

1976 — “Planeta dos Homens”, nova sátira com o cinema – desta vez, a série cinematográfica “O Planeta dos Macacos”, actuava com guiões de Haroldo Barbosa.

1982 — Participação no “Chico Anysio Show”.

1983 — Participação no musical infantil “Plunct, Plact, Zuuum”.

Comentários no Jornal da Globo até 1987.

1988 — “Veja o Gordo”, estreia no SBT com o mesmo estilo do “Viva o Gordo” da Rede Globo. Estreia nesse ano, ainda no SBT, o talk show “Jô Soares Onze e Meia” (1988–1999).

2000 — Trazido de volta para a Rede Globo, onde apresentou o Programa do Jô até 2016 e fez participação no especial de Natal do programa “Sai de Baixo” — episódio “No Natal a Gente Vem Te Mudar” (sátira ao título da peça de Naum Alves de Souza, “No Natal a Gente Vem Te Buscar”) como Pai Natal.

2018 — Participa como comentador do programa Debate Final, no Fox Sports, debatendo sobre a Copa do Mundo FIFA de 2018.

Vale lembrar que, além dos seus inúmeros sucessos como apresentador e humorista, Jô Soares foi músico e amante do estilo Jazz, o mesmo criava uma simbiose perfeita entre as artes e foi detentor de obras como o álbum “Norminha”, “a B… e Outras Estórias”, “Quinteto Onze e Meia” e “Jô Soares e O Sexteto”, este que foi um álbum ao Vivo no Tom Brasil.

Também participou de alguns filmes como:

1954  “O Rei do Movimento”

1956  “De Pernas pro Ar”                      

1958  “Pé na Tábua”       

1959  “Aí Vêm os Cadetes”        

1959  “O Homem do Sputnik”

1986   “Cidade Oculta”

1995  “Sábado”     

2001  “O Xangô de Baker Street”

2012  “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”

2013  “Giovanni Improtta”

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