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Uma entrevista com o escritor Claudino Fonseca, um eterno sonhador

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O escritor e empresário angolano Claudino Fonseca, um eterno sonhador, apaixonou-se pela a literatura desde muito cedo. O mesmo é um profundo amante da humanidade e apreciador da Natureza.

Uma entrevista com o escritor Claudino Fonseca, um eterno sonhador

Numa conversa amena com a Revista Chocolate, falou-nos da sua trajectória no universo da literatura.

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C.H: Como  é que deu o seu encontro com a literatura?

– O meu primeiro encontro com a literatura foi através da escola. Ao ler os textos do livro de Língua Portuguesa da Quarta Classe (principalmente os poéticos), nasceu uma grande paixão pelas palavras. E as composições eram o que eu mais amava fazer.

C.H: Quem ou qual foi a sua inspiração?

– A minha inspiração essencial foi a minha professora da Quarta Classe – Ilda Vemba dos Santos. Não era escritora, mas tinha uma base interpretativa e argumentativa dos textos que me deixava estarrecido. A paixão pelas letras surgiu por intermédio dela.

C.H: Há quanto tempo é escritor?

– Sou oficialmente escritor há 16 anos.

C.H: Como foram os seus primeiros passos?

– Comecei a escrever muito cedo. Aos meus 9 anos já estava no mundo da poesia, declamava em actividades religiosas e fui ganhando o verdadeiro amor pelas palavras.

Mas foi aos 11 que comecei a escrever a 100%, seguindo as principais regras e – aos 13 anos – comecei a fazer RAP e a arte da escrita passou a fazer parte dos meus sonhos na totalidade.

CH: De que tipo de poesia mais gosta, ou prefere fazer?

– A poesia lírica é a que mais aprecio. A adaptação em poemas, a beleza dos versos, figuras de estilo… Tudo isso enche-me de ânimo para escrever cada vez mais.

C.H: Como escritor, quais foram e quem são as suas influências nacionais e internacionais? E por quê?

Entre os escritores que mais me influenciaram, cito: Pepetela, Ondjaki, Zacarias Samba, Jim Rohn, Augusto Cury, Oscar Wilde, Dale Carnegie, T. Harv Eker, Tim Grover, Robert Kiyosaki.

Estes autores trouxeram conceitos que transformaram a minha maneira de olhar para o mundo, ensinaram-me conceitos que estimularam a minha criatividade e levaram-me a agir em prol da realização dos meus sonhos.

C.H:O que mais o encanta na escrita?

– O que mais me encanta é o mix total que a envolve. Desde a concepção da ideia (curadoria, reflexões, debates) ao desenvolvimento sólido da mesma (exteriorização oficial de todo o pré-processo). Acaba por ser um fenómeno que nos ajuda crescer e a ter domínio total das teses que defendemos, preparando-nos para todo o tipo de antítese que possa surgir.

C.H: Fale-nos da sua obra literária “Tudo depende do Agora”. O que é que ela retrata?

– “Tudo Depende do Agora” é uma obra que ajuda as pessoas a gerir devidamente o tempo, a combater a procrastinação e a desenvolver-se pessoal e profissionalmente. A premissa principal gira em torno do “Agora”, que representa a origem de todas as consequências e derivações da vida do homem. Todos temos o mesmo tempo disponível, mas alguns de nós gerimo-lo de forma mais eficaz, onde está a diferença? Neste livro, poderá encontrar as melhores respostas para esta questão e inúmeras estratégias para que os seus resultados sejam extraordinários.

CH: Que significado é que ela tem para si?

– Segundo José Martí, plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro são 3 coisas que cada pessoa deve fazer. Felizmente já plantei uma árvore, já lancei um livro e os filhos em breve virão.
Esta obra representa uma conquista eterna que vem com um duplo teor de plantação e colheita, pois é o primeiro oficial e possui conceitos que os leitores estão agora a enraizar, porém, é uma colheita por já estar a impactar grandemente mais de 200 pessoas.

C.H: Qual tem sido a recepção dos leitores?

– Tem sido INCRÍVEL. Esta é realmente a parte que mais me leva a compreender que realmente deveria ter lançado este livro e desenvolvido conceitos tão únicos e essenciais para todas as pessoas.
Os feedbacks têm sido extraordinários. Espantei-me quando me apercebi de que um grupo de jovens de uma associação sem fins lucrativos tem reunido semanalmente para debater os pontos abordados neste livro.

C.H: Acredita que o público angolano seja apreciador da literatura?

– Acredito sim. O que precisamos de fazer é, além de incentivar o nascimento de mais autores e ceder visibilidade aos actuais, dar um destaque maior ao sector nos maiores meios de difusão massiva e, consequentemente o número de consumidores crescerá gradualmente.

C.H: Como avalia o mercado literário angolano? O que gostaria de mudar no mesmo?

– Um bom caminho foi traçado até ao momento, temos muitos bons escritores no mercado, porém, obviamente, há inúmeras oportunidades de melhoria. Sobre a mudança que pretendo fazer, já comecei a implementar com a abertura da editora NML – Novo Mundo Literário, que é uma start-up editorial com inúmeras soluções para o mercado.

Com ela, daremos mais visibilidade aos autores, estamos a criar um verdadeiro mundo profissional para quem escreve, empregando vários jovens talentosos e permitindo que todos possam ter as suas histórias eternizadas (possuindo ou não o talento da escrita).

C.H: De quantas obras literárias é detentor? Quais?

– Sou detentor de uma obra literária oficial (“Tudo Depende do Agora”) e de 5 obras não oficiais: Viver à Grande, Segredos da Filosofia Pessoal, A Minha Jornada Antes dos 25 e Campo de Oportunidades.

CH: Mencione uma frase ou um paragrafo do seu livro com que mais se identifica.

– “O segredo do sucesso não está em ‘pensar em agir’, mas em ‘pensar e agir.’ Portanto, faça da acção o maior aliado da sua jornada diária. As oportunidades diárias dependem do jeito que se encontra agora.

Sempre que ignoramos uma escolha, escolhemos uma ignorância.”

C.H: Um desejo?

– Transformar a minha geração através do poder da partilha do conhecimento.

C.H: Uma sugestão de leitura!

– `”Como fazer amigos e influenciar pessoas” – Dale Carnegie.

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