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“A grande entrevista”, com o actor Jaime Joaquim

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Conversamos com Jaime Joaquim, que falou à Revista Chocolate sobre a sua carreira, projectos e ainda deu dicas para aqueles que sonham seguir os seus passos no mundo da teledramaturgia e representação.

“A grande entrevista”, com o actor Jaime Joaquim

Fala-nos de si: quem é o Jaime Joaquim?

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“O Jaime da Purificação Pedro Joaquim, nascido aos 07 de Agosto de 1986, é actor, cantor e empreendedor, casado e pai de 4 filhos. Sinto-me um homem abençoado, por considerar-me um óptimo filho, pai, marido, amigo, bem com um óptimo profissional. Levo todos estes elementos com muita seriedade. Não sei dar menos do que isto, porque o amor salva.”

Considera-se um homem vaidoso?

“Sim, considero-me. Gosto de estar bem comigo mesmo, aliás, quem não gosta?”

Há quanto tempo é actor?

“Sou actor há 27 anos, comecei a fazer teatro na Igreja Metodista de Belém, isso no município do Rangel, rua do Paraná, no ano de 1996.”

Por quê a teledramaturgia e a representação (teatro)? O que é que o motivou?

“As minhas irmãs Neusa Ndalamba e Teresa Lemos foram as pessoas que me motivaram a fazer teatro. Na altura elas faziam parte do grupo teatral Tetembwa ya Diulu e eu servia muitas vezes de figurante nos ensaios delas em casa, até ao dia em que elas me disseram que eu tinha jeito para teatro. Daí, fui trabalhando.”

Conte-nos da sua experiência como actor, como foram os seus primeiros passos e como tem sido a recepção do público até aqui?

“Dei início à minha carreira no grupo Anjo Ya Diulu, grupo do qual fui um dos fundadores, depois fiz parte do grupo Fesusa, mas por causa de algumas situações fui emprestado ao grupo Nguma durante 2 anos.

Após o meu regresso ao Fesusa, fui convidado pelo grupo Banda Mulundu para algumas exibições. Depois de vários meses, saí do Fesusa e passei a fazer parte do Núcleo de Artes Pitabel e aquando da minha saída do Pitabel (em 2010) fiz parte do projecto Ekuikui II e do projecto Walgearte. Por agora não estou associado a nenhum grupo.

A minha primeira aparição em TV foi numa campanha publicitária em 2008, que abordava o HIV. No ano seguinte gravei uma outra que teve um grande destaque, com direito a outdoors pelo o país, foi muito bom.

De lá para cá, fui apenas correndo atrás das oportunidades e criando as minhas. A primeira novela em que eu participei foi Doce Pitanga, fiz figuração normal na escola em 2008, depois voltei a fazer figuração especial na novela Windeck em 2011. Em 2013 gravei o filme Njinga, Rainha de Angola e a novela Jikulumessu.

Entre os anos 2018/2019 a novela Muxima; 2020/2021 a novela Saber Andar e o filme Mutu Mbi no mesmo período, actualmente estou a gravar a novela o Rio.

Em 2016 voltei aos palcos do teatro com a peça “O ex-namorado tem de morrer”, após um interregno de 6 anos. Em 2021 estreava-me na peça “Escrava da Cama” e no ano de 2022 participei da peça “Belas e Perigosas”. Ainda no mesmo ano, em Junho, fui convidado a participar do festival internacional de teatro de Inverno em Moçambique com a peça “Casados e Cansados”, onde fui convidado pela Dstv Moçambique para participar da novela Moçambicana “Maida”.

As primeiras gravações são sempre difíceis, não quero com isto dizer que tem sido fácil por agora, não é isto. Ainda há muita dificuldade, por existirem poucas salas para o teatro, poucas salas para o cinema, poucos espaços em cadeias televisivas para ficção nacional. É de tamanha importância que os angolanos assistam às suas histórias e vivências para salvaguardarmos o que temos de melhor – a cultura.

Agora vamos nos sentido um pouco mais aliviados com a existência do canal Kwenda Magic e espero que possamos dar vida a este canal para que tenhamos muitos mais conteúdos nacionais.

E é importante o público angolano perceber que estamos numa revolução e que o apoio deles é essencial para alavancarmos a espera da indústria cinematográfica nacional. Acreditem, haverá muitos empregos com o surgimento desta indústria que depende de todos nós.”

Que características é que um bom actor deve ter?

“Um bom actor deve saber comunicar e interpretar, ter habilidades para aprender outras coisas, bem como cuidar de si. Como diz um bom actor: o resto encaixa.”

Quais são as suas referências no ramo, a nível nacional e internacional?

“Ups! A nível nacional, muitas vezes fica difícil de dizer, por causa da falta de trabalho constante por parte dos actores, por exemplo, eu poderia estar a falar de um actor que fez apenas um único trabalho e por outros motivos já não fez nenhum, ou desistiu da carreira.

Seria injusto eu dizer que esta pessoa é referência para mim, porque acho que uma referência traz consigo uma longa estrada, agora se formos falar de actores que tiveram boas performances, existem vários.

A nível internacional, tenho como referência o Jim Caviezel, Keanu Reeves, Idris Alba, Tom Hanks, Liam Neeson, Sandra Bullock, Halle Berry, Bruno Galiasso, Rodrigo Lombardi, Najwa Nimri, Gerard Butler.”

5 dicas para quem deseja se tornar um bom actor.

“Apenas uma: esteja preparado e disponível para viver outras vidas. Caso não esteja, deixe que outras pessoas as vivam.”

“A grande entrevista”, com o actor Jaime Joaquim

“A grande entrevista”, com o actor Jaime Joaquim

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