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Prémio Nobel de Medicina vai para pesquisa sobre como células percebem oxigénio

Nobel da Medicina atribuído a William Kaelin, Sir Peter Ratcliffe e Gregg Semenza.

• William G. Kaelin Jr, americano de 61 anos, é professor da Faculdade de Medicina na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

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• Sir Peter J. Ratcliffe, britânico de 65 anos, é diretor de pesquisa clínica no Instituto Francis Crick, em Londres.

• Gregg Semenza, americano de 63 anos, é professor da Universidade Johns Hopkins, também nos Estados Unidos.

Prémio Nobel de Medicina vai para pesquisa sobre como células percebem oxigénio

“Os três laureados expandiram o conhecimento de como a resposta fisiológica torna a vida possível”, afirmou Randall Johnson, membro do comité do Prémio Nobel e professor de fisiologia molecular e patologia na Universidade de Cambridge. “A primeira aplicação, que acaba de ser aprovada na China, é no tratamento de anemia”.

O prémio de 9 milhões de coroas suecas, mais ou menos USD 300.000, será divido pelos três.

Prémio Nobel de Medicina vai para pesquisa sobre como células percebem oxigénio

Os americanos William Kaelin e Gregg Semenza, e o britânico Sir Peter Ratcliffe dedicaram-se a uma pesquisa que consiste em perceber como as células detectam e se adaptam à disponibilidade de oxigénio. De acordo com o Comité do Prémio Nobel, já são utilizadas aplicações dessas descobertas no tratamento à anemia, podendo até levar a estratégias para o tratamento a alguns tipos de cancro.
A importância da pesquisa realizada deve-se, segundo especialistas, ao facto das células serem capazes de quantificar o oxigénio disponível para adaptar a sua actividade metabólica.
Por exemplo, quando subimos a uma altitude elevada, ou nos ferimos, a quantidade de oxigénio diminui, activando a resposta hipóxica das células.

Quando os níveis de oxigénio no ambiente são altos, o corpo precisa de menos células vermelhas. Por esse motivo, ele é produzido, mas é destruído rapidamente. Quando a quantidade de oxigénio no ambiente cai, por outro lado, os níveis de HIF aumentam, porque esse complexo para de ser destruído.

Prémio Nobel de Medicina vai para pesquisa sobre como células percebem oxigénio

“As células são sensíveis aos níveis de oxigénio do ar, isso é sabido. Eles descobriram como isso acontece a nível molecular”, explica André Schwambach, professor do Instituto de Biologia da Unicamp.

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