Num tempo em que o amor é muitas vezes retratado como efémero e idealizado, Sandra Mainsel e Toy Cauxeiro Jaime mostram que as relações duradouras são feitas de escolhas conscientes, valores partilhados e maturidade emocional.
Depois de tantos anos juntos, o casal define o amor como algo que evoluiu. Já não é apenas sentimento, mas uma construção sólida, moldada pelo tempo, pelas responsabilidades e pelos desafios da vida. Se muito mudou, permaneceram intactos a admiração, o respeito mútuo, a cumplicidade e a certeza de que caminhar lado a lado sempre foi e continua a ser a decisão mais importante.

A fé, o diálogo, a confiança e o compromisso surgem como os grandes pilares deste casamento. Para ambos, amar nunca foi apenas sentir, mas agir: ouvir mais, reagir menos, saber esperar, ceder e, sobretudo, perdoar. A maturidade emocional trouxe a capacidade de compreender o outro com mais empatia e menos conflito, fortalecendo a união ao longo dos anos.
Mesmo em meio às exigências da vida profissional e pessoal, Sandra e Toy fazem do diálogo uma prioridade. Respeitam os espaços individuais, mas nunca abdicam da partilha, da escuta e do alinhamento nas decisões importantes. A comunicação, segundo Sandra, é essencial no lar, enquanto Toy destaca a importância da presença, do apoio silencioso e do reconhecimento diário.
Os pequenos gestos ganham protagonismo nesta história: o cuidado com as palavras, a atenção aos detalhes, o respeito pelo tempo do outro. São atitudes simples, mas constantes, que constroem grandes vínculos.
Como figuras públicas, aprenderam também a proteger o que é mais valioso: a intimidade. A exposição faz parte do percurso profissional, mas a vida a dois constrói-se longe dos olhares externos, num espaço de verdade e proteção mútua.
No Dia dos Namorados, a celebração mantém-se especial, embora simples. Mais do que gestos grandiosos, celebram a história construída, o tempo partilhado e a gratidão pelo caminho percorrido juntos.
Quando convidados a resumir a própria história numa palavra, as respostas complementam-se: companheirismo e estabilidade. Porque, mesmo nos momentos mais desafiantes, a responsabilidade de manter a família unida e o respeito que os sustenta sempre falaram mais alto.
Uma história que prova que o amor real não é perfeito é consciente, constante e profundamente humano.














