A França aprovou a devolução do Djidji Ayôkwé, um tambor sagrado do povo ébrié, à Costa do Marfim, mais de um século após o artefacto ter sido retirado durante o período colonial.
O instrumento tradicional, usado pelas comunidades ébrié para transmitir mensagens rituais, avisos e alertas entre aldeias, foi confiscado pelas autoridades coloniais francesas em 1916. Desde então, permaneceu guardado em coleções e museus europeus.

A decisão de devolver o objeto foi formalizada após a aprovação de uma lei pelo parlamento francês, permitindo que o tambor regresse finalmente ao seu país de origem e à comunidade que lhe atribui profundo valor cultural e espiritual.

A restituição do Djidji Ayôkwé insere-se num movimento internacional crescente que defende a devolução de património africano retirado durante a era colonial. Diversos governos e instituições culturais têm sido pressionados a devolver peças históricas e artefactos que fazem parte da identidade e da memória de povos africanos.

Para muitos especialistas e líderes culturais, esta decisão representa um passo importante na reparação histórica e na valorização do património cultural africano, permitindo que estes símbolos regressem às comunidades que lhes deram origem.

