Assinalado a 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose volta a chamar a atenção para uma realidade ainda atual: apesar dos avanços na medicina, a doença continua longe de estar erradicada.
Segundo Sofia Carneiro, persiste a ideia errada de que a tuberculose é uma doença do passado, o que pode atrasar o diagnóstico e facilitar a sua propagação. Essa perceção reflete, sobretudo, falhas na literacia em saúde.

Embora seja mais conhecida pela sua forma pulmonar a mais comum e responsável pela transmissão, a doença pode também afetar outros órgãos, como ossos, rins ou até o sistema nervoso, na chamada forma extrapulmonar.
Entre os principais sintomas destacam-se a tosse persistente, febre, suores noturnos, perda de peso e cansaço. Em fases mais avançadas, pode surgir expetoração com sangue, sendo fundamental procurar assistência médica atempadamente.

A transmissão ocorre por via aérea, por meio de gotículas libertadas quando uma pessoa infetada tosse, fala ou espirra, sobretudo em ambientes fechados e pouco ventilados.
Apesar da redução dos casos e da mortalidade em vários países, a tuberculose continua a ser uma preocupação global. Segundo a Organização Mundial da Saúde, trata-se de uma das principais causas de morte por agente infecioso no mundo.

Outro desafio atual é a tuberculose multirresistente, uma forma mais difícil de tratar devido à resistência aos medicamentos habituais, exigindo terapias mais prolongadas e complexas.
O tratamento baseia-se na administração de antibióticos durante, pelo menos, seis meses, sendo essencial cumprir rigorosamente a medicação para garantir a cura e evitar recaídas.

A data reforça, assim, a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do combate ao estigma, sublinhando que a tuberculose continua a exigir atenção e resposta eficaz das autoridades de saúde e da sociedade em geral.

