A coreógrafa angolana Aneth Silva e o Duo Ohali são dois dos nomes que elevam a bandeira nacional na 14.ª edição do Marché des Arts du Spectacle Africain d’Abidjan, um dos maiores mercados culturais do continente africano, que arranca amanhã e decorre até ao dia 18 do corrente mês, em Abidjan. O evento multidisciplinar promete reunir cerca de 500 mil espectadores, entre cerimónias oficiais e actividades populares, consolidando-se como uma verdadeira celebração das artes e da diversidade cultural.

De acordo com o JA Online, o MASA contará com mais de 300 apresentações artísticas e a participação de mais de 60 grupos oriundos de África, América, Ásia e Europa, além de centenas de programadores, profissionais e jornalistas culturais de todo o mundo. É neste cenário de grande visibilidade internacional que Angola se afirma, destacando o seu potencial criativo e a sua identidade cultural contemporânea.
Convidada pela organização, Aneth Silva participa não apenas como artista, mas também como programadora, numa representação que considera estratégica para o fortalecimento das ligações culturais. A coreógrafa apresenta o espectáculo “Kijingu”, um projecto que tem promovido importantes cruzamentos artísticos entre diferentes geografias. Segundo a própria, a sua presença no evento “é especialmente importante para continuar a construir pontes entre Angola, África e a América Latina”, reforçando o papel da dança como linguagem universal e ferramenta de conexão entre culturas.

Por sua vez, o Duo Ohali, composto por Kássio Rodrigues e Tiago Oliveira, leva ao palco o espectáculo “Nzila”, com actuações agendadas para domingo e segunda-feira. O nome do grupo, que em umbundu significa “reviravolta”, reflecte a proposta artística da dupla: uma viagem sonora pela Angola contemporânea, onde se cruzam ritmos como afrobeat, electrónica, reggae/dub e rock. A participação do grupo conta com a coordenação e produção executiva de Elvira Francisco, responsável pela sua integração nesta edição do festival.
Mais do que uma simples montra artística, o MASA afirma-se como uma plataforma estratégica para a economia criativa africana, promovendo a circulação, valorização e internacionalização de projectos culturais. A presença angolana neste palco reforça não só a riqueza estética do país, mas também a sua crescente influência no panorama artístico global, onde moda, beleza e identidade cultural caminham lado a lado na construção de novas narrativas africanas.



