Novo estudo aponta ultrassons como possível tratamento inovador para gripe e Covid-19

Suzana André
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Um método em investigação pode transformar a forma de tratar infeções respiratórias como gripe e Covid-19. Segundo estudo do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, em parceria com a Universidade Estadual Paulista, publicado na revista Scientific Reports, o uso de ultrassons mostra-se promissor na inativação de vírus.

A investigação indica que ondas sonoras de alta frequência podem reduzir a infectividade dos vírus ao provocar alterações estruturais que comprometem a sua estabilidade e funcionamento. As frequências testadas variaram entre 3 MHz e 20 MHz, evidenciando potencial para fragmentar partículas virais por ressonância acústica.

Os investigadores salientam que este método não recorre à radiação nem a calor, o que pode diminuir efeitos secundários associados a outras terapias. Odemir Martinez Bruno, um dos responsáveis pelo estudo, sublinha que o ultrassom já é amplamente usado em diagnóstico médico e é considerado seguro, o que facilita a sua eventual aplicação terapêutica.

A equipa destaca também que a tecnologia poderá, no futuro, ser explorada contra outros vírus, como herpes, dengue, zika ou varicela, ampliando o seu potencial clínico.

Apesar dos resultados iniciais promissores, os especialistas alertam para a necessidade de mais estudos e ensaios clínicos para confirmar a eficácia e segurança em humanos.

O avanço ocorre num contexto em que as infeções respiratórias continuam a ser um desafio global, reforçando a importância da investigação científica na busca de novas soluções terapêuticas.

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