77% dos consumidores enfrenta dificuldades no acesso a serviços, aponta estudo apresentado em Luanda

Michela Silva
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O acesso a serviços continua a ser um dos principais desafios enfrentados pelos consumidores em Angola. Dados apresentados durante a segunda edição do Hype CX 2026 revelam que 77% dos consumidores consideram existir demasiado esforço para conseguir aceder a serviços no país.

O levantamento, divulgado em Luanda, mostra ainda que 64% dos entrevistados acreditam que as soluções digitais actualmente disponíveis não conseguem responder de forma eficaz às necessidades, colocando Angola abaixo da média de outros países emergentes no que diz respeito à experiência do cliente.

Os números foram debatidos por representantes de sectores como banca, telecomunicações, energia e seguros, num encontro que teve como foco os desafios da relação entre empresas e consumidores no mercado angolano.

Durante os debates, especialistas defenderam a necessidade de as empresas prestarem maior atenção às reclamações e expectativas dos clientes, sobretudo numa altura em que os consumidores estão mais exigentes e atentos à qualidade do atendimento e dos serviços prestados.

Para Eduardo Bettencourt, um dos pontos mais importantes passa pela recolha e análise de dados mais detalhados sobre os consumidores angolanos. Segundo o responsável, compreender as diferenças entre províncias, faixas etárias e realidades sociais pode ajudar as empresas a criarem soluções mais adequadas à realidade do país.

Em entrevista à Revista Chocolate, Francisco Kuvalela afirmou que a experiência do cliente deixou de ser apenas um detalhe operacional e passou a ter impacto directo no desempenho das empresas.

“O cliente angolano está mais atento, mais exigente e quer soluções que realmente funcionem. As empresas que conseguirem compreender melhor essas necessidades terão maior capacidade de crescimento”, destacou.

O evento também reforçou a ideia de que, apesar do crescimento da digitalização em Angola, ainda existem obstáculos relacionados com acessibilidade, eficiência e qualidade dos serviços, factores que continuam a afectar o dia-a-dia de muitos consumidores.

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