Um estudo realizado pelo Roswell Park Cancer Institute, em Nova Iorque, revelou que o consumo excessivo de determinados tipos de queijo poderá estar associado a um aumento de até 50% no risco de cancro da mama. A investigação acompanhou mais de três mil mulheres ao longo de 11 anos e voltou a levantar o debate sobre o impacto da alimentação na saúde.
Segundo os especialistas, os queijos cheddar e queijo creme foram os produtos que apresentaram maior associação ao aumento do risco, embora os investigadores sublinhem que os resultados dependem também de fatores como predisposição genética, estilo de vida e quantidade consumida.

A American Association for Cancer Research esclarece que o cancro corresponde a um conjunto de doenças caracterizadas pela proliferação descontrolada de células, sendo influenciado por vários fatores ambientais e biológicos.

Os investigadores apontam que alguns laticínios contêm IGF-1, uma hormona de crescimento semelhante à insulina que, em elevadas quantidades, poderá favorecer o desenvolvimento de certos tipos de cancro. Por outro lado, o mesmo estudo concluiu que o consumo de iogurte pode reduzir o risco de cancro da mama em cerca de 30%.

Além da possível relação com o cancro, os especialistas alertam ainda para o elevado teor de sódio e calorias presente em muitos queijos, fatores que podem contribuir para problemas cardiovasculares e aumento de peso.
Ainda assim, Manveet Basra, especialista da organização Breast Cancer Now, afirma que “a ligação entre alimentação e cancro da mama ainda não é totalmente clara”, reforçando que não existe recomendação para eliminar completamente o queijo da alimentação sem orientação médica.

Os profissionais de saúde defendem que o mais importante continua a ser manter uma alimentação equilibrada, variada e moderada, evitando, excessos e privilegiando hábitos saudáveis no dia-a-dia.



