No âmbito das celebrações do seu 10.º aniversário, assinalado a 14 de agosto, e das comemorações do Dia de África, celebrado a 25 de maio, a Companhia de Artes Sol (CAS) tem promovido diversas actividades culturais e artísticas que reforçam a valorização da identidade africana e a preservação das tradições angolanas junto das novas gerações.
Uma das iniciativas de maior destaque foi a visita à Casa Museu Mamã África, localizada no Benfica, um espaço dedicado à celebração da riqueza cultural do continente africano. O encontro reuniu crianças da companhia, vestidas com trajes tradicionais africanos, num ambiente marcado pela partilha de conhecimentos, memórias e experiências entre diferentes gerações.

Durante a actividade, os mais novos tiveram a oportunidade de ouvir histórias, ensinamentos e reflexões da mais-velha Aminata Goubel, reconhecida pelo seu profundo conhecimento sobre a cultura africana e frequentemente considerada uma verdadeira “biblioteca viva”. Através dos seus relatos, as crianças foram incentivadas a compreender a importância da ancestralidade, do respeito pelos mais-velhos e da preservação da memória colectiva.
A visita procurou despertar nos participantes o sentimento de pertença e orgulho pelas suas origens. Entre momentos de diálogo, observação de peças culturais, máscaras, esculturas, tecidos tradicionais e quadros carregados de simbolismo, os pequenos visitantes mergulharam numa experiência educativa e cultural que fortaleceu a ligação às raízes africanas.
Segundo a directora da Companhia de Artes Sol, na entrevista cedida ao Jornal de Angola Online, Solange Feijó, a tradição oral continua a desempenhar um papel fundamental na transmissão do conhecimento cultural. “O africano, por tradição, é um contador de estórias, e ouvir os mais-velhos continua a ser uma das formas mais importantes de aprendizagem cultural”, destacou.

Os trajes tradicionais usados pelas crianças foram cuidadosamente seleccionados para dar ainda mais significado à iniciativa, simbolizando a diversidade cultural africana e reforçando a relação entre arte, educação e memória histórica. A jornada terminou com momentos de confraternização e registos fotográficos que celebraram a riqueza do património africano.
De forma leve, educativa e lúdica, a actividade contribuiu igualmente para desconstruir preconceitos associados às expressões culturais africanas. Entre a curiosidade das crianças, as perguntas espontâneas e o encanto da descoberta, a Companhia de Artes Sol transformou uma simples sessão fotográfica numa autêntica viagem ao coração da identidade africana, reafirmando o seu compromisso com a formação cultural das novas gerações e com a preservação do legado angolano e africano.
