A riqueza da cultura africana, as emoções humanas e a força da identidade estiveram em destaque na exposição “Minha expressão artística, minha manifestação cultural”, inaugurada pelo artista plástico Ginga Kandimba na passada terça-feira, no Condomínio Caju, em Luanda. A mostra reuniu 24 obras e esteve patente ao público até ao dia 10 de junho, proporcionando uma viagem visual pelas raízes e pela contemporaneidade africanas.
De acordo com o Jornal de Angola Online, Ginga Kandimba explicou que a exposição propõe uma reflexão sobre a diversidade da expressão artística africana, através de diferentes estilos, linguagens visuais e técnicas criativas. Cada peça apresenta uma identidade própria, marcada por traços, texturas e elementos que reforçam a singularidade da sua produção artística.

Segundo o artista, as obras transitam entre a figura feminina e a abstracção, explorando emoções, simbolismos e narrativas que dialogam com a cultura africana e com as transformações da sociedade contemporânea. A exposição surge, assim, como um convite à descoberta de diferentes universos estéticos, onde a arte assume o papel de guardiã de memórias, experiências e reflexões.
A mentora da iniciativa, Márcia Haberg, revelou que a decisão de acolher a exposição na sua residência surgiu após uma visita ao atelier do artista, localizado no Camama. Impressionada com a qualidade e profundidade das suas criações, considerou importante proporcionar ao público uma maior aproximação ao seu trabalho.

Entre as obras apresentadas, “No Meu Pensar” destacou-se pelo forte conteúdo emocional. Segundo Márcia Haberg, a peça foi criada num período de tristeza vivido pelo artista, transformando sentimentos pessoais numa expressão artística capaz de comunicar com o público de forma autêntica e sensível.
A exposição conquistou também visitantes internacionais. A brasileira Quenata Kozelinski descreveu a mostra como um espaço de encontro entre arte, cultura e reflexão, destacando a obra “Ximinha” como a sua favorita. Para a visitante, a peça simboliza a beleza, a riqueza e a resistência da mulher angolana, exaltando a singularidade e a força feminina presentes na sociedade.

Mais do que uma simples exposição, “Minha expressão artística, minha manifestação cultural” afirmou-se como uma celebração da criatividade africana, reafirmando o poder da arte como instrumento de preservação cultural, identidade e diálogo entre diferentes sensibilidades.


