A cidade de Luanda voltou a afirmar-se como importante ponto de encontro da arte contemporânea africana com a realização de mais uma edição da exposição ‘Afro Renaissance’, promovida pela Afrikanizm Art e pela Face Studio. Este ano, a mostra apresentou 45 obras de 19 artistas provenientes de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Líbano, reunidos em torno do tema ‘From Where I Stand’.
Pela primeira vez instalada ao ar livre, no Embarcadouro do Mussulo, a exposição propôs uma experiência diferenciada, aproximando o público das obras e criando um espaço onde gerações, estilos e narrativas artísticas cruzaram-se. A escolha do novo local marcou uma mudança na identidade do projeto, que nos últimos anos decorreu em espaços fechados.

Segundo João Boavida, CEO da Afrikanizm Art, o principal objetivo da iniciativa é criar uma plataforma de valorização da arte africana contemporânea, dando visibilidade tanto a artistas consagrados como a novos talentos. O responsável destacou ainda que a diversidade de nacionalidades e abordagens presentes nesta edição reforça o caráter pan‑africano da exposição e contribui para a construção de novas narrativas sobre o continente.

Ilya Machado, CEO da Face Studio, explicou que esta edição representou um dos maiores desafios da organização, não apenas pela mudança de espaço, mas também pelo aumento do número de artistas e obras expostas. Para ele, a aposta em formato ao ar livre permitiu tornar a arte mais acessível ao público e consolidar Luanda como um centro cada vez mais relevante para a produção e promoção cultural em África.

Mais do que uma exposição, a ‘Afro Renaissance’ reafirmou‑se como espaço de encontro entre artistas, colecionadores e apreciadores, onde diferentes linguagens visuais dialogam com temas como memória, identidade, património e contemporaneidade, reforçando o compromisso da plataforma com a internacionalização e valorização da criação artística africana.



