Festival Conexões, Letras e Arte quer levar cultura a mais comunidades de Angola

Gracieth Issenguele
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O Festival Conexões, Letras e Arte, promovido pelo Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN) , prepara-se para dar um novo passo na valorização da cultura angolana. Depois do sucesso da quarta edição, a organização pretende expandir o evento para outras comunidades de Luanda e diversas províncias do país, aproximando as actividades culturais de um público cada vez mais amplo.

Segundo o Jornal de Angola Online, a intenção foi confirmada pelo responsável da área Cultural do MAAN, Rigoberto Fialho, que revelou que a prioridade passa por consolidar o crescimento do festival antes de anunciar oficialmente a próxima edição. “Existe a intenção de expandir o festival para outras províncias, aproximando a iniciativa de mais comunidades. A próxima edição será anunciada oportunamente, após concluirmos o processo de avaliação e planeamento”, afirmou.

O responsável fez um balanço positivo da quarta edição, destacando a forte participação de artistas, escritores, empreendedores culturais e expositores, factores que consolidaram o festival como um importante espaço de promoção da cultura nacional. Apesar de reconhecer que a afluência do público ficou abaixo das expectativas, considerou satisfatória a adesão registada ao longo dos vários dias do evento.

A feira contou com a participação de 41 expositores, incluindo artistas do Palco Livre, que encontraram uma oportunidade para divulgar os seus projectos, estabelecer contactos e criar parcerias. Embora o volume de vendas tenha sido inferior ao esperado, a expositora Gisela Henriques, da VDG Global, destacou o impacto positivo da iniciativa na criação de futuras oportunidades de negócio.

Ao longo da programação, o festival celebrou a riqueza da produção artística angolana, reunindo actividades dedicadas à literatura, música, teatro, cinema, artes plásticas, dança e artesanato. Entre os momentos de maior destaque estiveram o lançamento da Gazeta dos Kandengues, a Hora do Conto, o Palco das Letras, sessões de autógrafos, teatro infantil, rodas de conversa, a exposição fotográfica “Olhar Angola”, a exibição do documentário “Precisamos de ouvir todos” e as apresentações da “Trilogia ecos do silêncio”, que uniram literatura, fotografia e dança numa proposta artística multidisciplinar.

A programação incluiu ainda uma palestra sobre a vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, uma oficina de umbundu, apresentações de dança tradicional, poesia, trova e sessões de palco livre. O encerramento ficou marcado por um concerto de Nuno Mingas e Banda e pela apresentação das obras “Eu e os Três Óbitos”, de Beny dya Mbaxi, e “Submundo da Minh’Alma”, de Sebastião Gonga, reforçando a missão do festival de promover o encontro entre diferentes linguagens artísticas e de fortalecer a identidade cultural angolana.

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