Liderança feminina e inovação marcam debate sobre o futuro das finanças em Angola

Michela Silva
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O futuro do sistema financeiro angolano esteve em destaque na primeira edição do Conversas de Luanda, um Think Tank promovido pela revista O Telegrama – Finanças e Mercado de Capitais, que reuniu, no HCTA, algumas das principais mulheres à frente de instituições bancárias, seguradoras e do mercado de capitais para reflectir sobre os desafios e as oportunidades do sector.

Ao longo do encontro, foram debatidos temas como a transformação digital, a inclusão financeira, a inteligência artificial, as infraestruturas tecnológicas, a evolução do mercado segurador e o futuro da auditoria. As intervenções evidenciaram que o crescimento dos mercados emergentes dependerá, cada vez mais, da capacidade das instituições financeiras de inovar sem perder de vista a confiança dos clientes.

Entre os momentos de maior destaque esteve a reflexão sobre a evolução da banca, que deixou de depender apenas da presença física e das agências para apostar em plataformas digitais capazes de acompanhar o cliente em diferentes momentos da sua vida, momento ministrado pela PCE do Banco Millenium Atlântico, Isabel Espírito Santo. A digitalização dos serviços, o aumento das operações realizadas por canais eletrónicos e a integração com ecossistemas tecnológicos foram apontados como factores determinantes para responder às novas exigências dos consumidores.

Outro ponto em evidência foi a valorização do capital humano. As líderes defenderam que o sector financeiro precisa de profissionais preparados para um ambiente em constante transformação, onde competências ligadas à inovação, criatividade e adaptação serão tão importantes quanto o conhecimento técnico. A capacidade de formar equipas flexíveis e orientadas para soluções foi apontada como um dos pilares para enfrentar os desafios da próxima década.

Mais do que um encontro sobre economia, o Conversas de Luanda destacou-se por colocar mulheres em posições de liderança no centro da discussão sobre o desenvolvimento do país, reforçando o papel da diversidade, da inovação e da visão estratégica na construção de um sistema financeiro mais moderno, inclusivo e preparado para o futuro.

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