John Trouble homenageia Bruno M e celebra o legado do kuduro em “Batida Única Vol. 3”

Gracieth Issenguele
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O kuduro volta a afirmar-se como uma das mais expressivas manifestações da cultura urbana angolana com o lançamento de Batida Única Vol. 3, o novo álbum de John Trouble, que chega ao mercado na próxima sexta-feira, 24 de julho. Mais do que um projecto musical, a obra apresenta-se como uma homenagem a Bruno M, figura incontornável da música urbana nacional e um dos artistas que ajudaram a consolidar a identidade do género.

Segundo revelou o músico ao Jornal de Angola, o álbum nasce da vontade de estabelecer um diálogo entre a história e a evolução do kuduro, valorizando o percurso de quem abriu caminho para as novas gerações. Ao destacar o contributo de Bruno M, John Trouble reconhece o papel determinante do artista na construção de sonoridades, linguagens e formas de expressão que continuam a influenciar a cena musical angolana.

Integrante de uma nova geração de intérpretes, John Trouble procura afirmar o kuduro para além da vertente do entretenimento, explorando também o seu impacto cultural e social. Conhecido pela sua energia em palco e pela ligação ao público, o artista tem desenvolvido um percurso assente na preservação das raízes do género, conciliando-as com abordagens contemporâneas que reforçam a sua actualidade.

Sob orientação do manager Anacleto Jordão, Batida Única Vol. 3 combina tradição e inovação, preservando a essência do kuduro enquanto abre espaço para novas experiências sonoras. A escolha de homenagear Bruno M surge como um gesto simbólico de reconhecimento a um dos nomes que contribuíram para elevar a música urbana angolana e consolidar a sua relevância dentro e fora do país.

A promoção do álbum tem sido acompanhada por uma estratégia de aproximação ao público, reforçando a presença de John Trouble no panorama musical nacional. Com este lançamento, o artista não apresenta apenas mais um capítulo da sua carreira, mas convida o público a reflectir sobre a importância da memória artística, da valorização das referências e da continuidade de um género que permanece em constante reinvenção, sem perder a sua identidade.

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