Festival desperta sociedade sobre a importância do Reino do Kongo

Redacção
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O Camões – Centro Cultural Português e o Magistério Mutu-Ya-Kevela vão
acolher vários eventos que reflectem o modus vivendi e as dinâmicas do antigo Reino do Kongo, na sequência do projecto Dikanda do Reino do Kongo, lançado no dia 9 deste mês em Mbanza Kongo.

De 22 a 25 do corrente uma vasta programação domina a cidade de Luanda, nomeadamente três colóquios, oficinas culturais, exibição de filmes, lançamento do website de arquivo do projecto (em Kikongo, Português e Inglês) e encerramento com a radionovela “Lumbu 24”.

Com direcção artística de Jamil «Parasol» Osmar, o projecto artístico e de investigação
partiu de questionamentos e imaginações que um grupo de artistas e instituições se
colocou a propósito das fronteiras que hoje dividem o antigo Reino do Kongo, definidas em
1885 na Conferência de Berlim.

E se, em 1885, não tivesse sido a Europa a dividir a África, mas sim a África a dividir a
Europa na famosa «Conferência do Kongo»? Como seria o mundo hoje? O kikongo seria
uma língua franca internacional? O que teria acontecido ao cristianismo? E a África
acolheria hoje um grande número de refugiados vindos da Europa?

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