As aplicações que contabilizam passos, calorias ou horas de sono são cada vez mais utilizadas por quem procura acompanhar os seus hábitos de saúde. No entanto, um estudo das universidades College London e Loughborough alerta para possíveis efeitos negativos associados a estas ferramentas.
A investigação analisou mais de 58 mil publicações nas redes sociais relacionadas com a utilização de aplicações de fitness e identificou relatos de frustração, culpa e vergonha quando os utilizadores não conseguiam atingir as metas definidas.
Segundo Paulina Bondaronek, uma das autoras do estudo, os algoritmos destas aplicações nem sempre têm em conta as diferenças individuais e as circunstâncias da vida quotidiana. Por isso, resultados abaixo das metas podem acabar por desmotivar, em vez de incentivar a prática de exercício.

“Precisamos de aprender a ser mais gentis connosco”, defendeu a investigadora, sublinhando que as aplicações podem ter benefícios, mas que são necessários mais estudos para compreender o seu impacto global no bem‑estar.
Caminhar também conta
Para quem prefere atividades de menor intensidade, a caminhada continua a ser uma opção acessível para melhorar a condição física. Para aumentar o rendimento, especialistas recomendam variar o ritmo, alternar momentos de maior e menor intensidade, caminhar acompanhado e combinar a atividade com exercícios de força.

Em caminhadas prolongadas, sobretudo superiores a uma hora, também é importante garantir uma alimentação adequada após o exercício e manter uma boa hidratação.
Mais do que cumprir números definidos por uma aplicação, o importante é encontrar uma rotina de atividade física sustentável e adequada às necessidades de cada pessoa.