Agências de viagens exigem esclarecimentos sobre bloqueio de bilhetes para Cabinda

Michela Silva
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 As associações AAVA, AAVOTA e AAAV solicitaram, nesta quinta-feira, 1 de Outubro, em Luanda, esclarecimentos sobre o afastamento das agências de viagens angolanas da comercialização de bilhetes para a rota Luanda-Cabinda, situação que, segundo as organizações, se mantém há cerca de 15 dias.

 Durante uma conferência de imprensa realizada no Hotel Fórum, as associações afirmaram que, apesar da restrição às agências nacionais, persistem dificuldades na disponibilidade de lugares e no atendimento aos passageiros. Questionaram ainda a possibilidade de os mesmos voos continuarem disponíveis em plataformas estrangeiras, enquanto as agências angolanas permanecem impedidas de efectuar vendas.

 As organizações defendem que eventuais irregularidades devem ser apuradas e responsabilizadas de forma individual, sem prejudicar empresas que consideram cumpridoras. Segundo as associações, os sistemas de reservas permitem identificar os responsáveis por cada operação, desde a reserva até à emissão do bilhete.

 Outro motivo de preocupação está relacionado com passageiros que adquiriram bilhetes através das agências e que enfrentam dificuldades para efectuar alterações ou obter assistência. As associações também pediram esclarecimentos sobre a disponibilidade de lugares para a rota até ao final do ano.

 A AAVA, AAVOTA e AAAV defendem maior transparência no processo, o apuramento das causas que levaram à actual situação e o restabelecimento da comercialização de bilhetes pelas agências nacionais. As organizações consideram que a questão também afecta a mobilidade dos passageiros para Cabinda, província sem ligação terrestre directa ao restante território nacional.

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