5 alimentos anti-inflamatórios que ajudam na prevenção do cancro da mama

Suzana André
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A alimentação desempenha um papel determinante na promoção da saúde e na redução da inflamação crónica no organismo. Embora não seja possível controlar todos os fatores de risco associados ao cancro da mama como o histórico familiar e a idade, existem escolhas alimentares diárias que podem funcionar como uma verdadeira barreira protetora.

De acordo com um artigo publicado pela EatingWell, apostar numa dieta rica em compostos anti-inflamatórios é uma das estratégias modificáveis mais eficientes. “Uma dieta focada em vegetais, rica em alimentos anti-inflamatórios, pode ajudar a reduzir a inflamação crónica, além de fornecer fibras e nutrientes que podem atuar através de outras vias de proteção contra o cancro, ao mesmo tempo que contribui para a manutenção de um peso corporal saudável”, afirma a nutricionista Kaitlin Chakos.

Conheça os cinco alimentos anti-inflamatórios que deve incluir na sua rotina diária:

1. Frutos vermelhos

Morangos, framboesas, mirtilos e amoras são extraordinariamente ricos em antocianinas, os flavonoides responsáveis pelas suas tonalidades vibrantes. “Pesquisas recentes sobre dietas ricas em flavonoides encontraram associações entre a maior ingestão de flavonoides e o menor risco de cancro da mama”, destaca a nutricionista Lisa R. Young. As antocianinas possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam no combate ao stress oxidativo celular.

2. Soja e derivados

Apesar de ter sido temida no passado devido a mitos infundados, a soja proveniente de fontes integrais  como tofu, tempeh, edamame e leite de soja está associada a um menor risco de desenvolvimento da doença. A soja contém isoflavonas (fitoestrogénios) que se ligam aos recetores de estrogénio do corpo de forma protetora, ajudando a regular os níveis hormonais e a inibir o crescimento celular atípico.

3. Vegetais crucíferos

Brócolos, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho contêm glucosinolatos que, durante o processo digestivo, se convertem em compostos bioativos como o sulforafano. Estas substâncias atuam diretamente na diminuição do stress oxidativo, modulando as vias celulares e fortalecendo a microbiota intestinal.

4. Salmão e peixes gordos

O salmão destaca-se pela presença de astaxantina o antioxidante que lhe confere a cor rosada e por ácidos gordos ómega-3, reconhecidos pelo seu elevado potencial anti-inflamatório. Outros peixes como a sardinha, a cavala e o atum oferecem benefícios idênticos na proteção do organismo.

5. Grãos integrais

Aveia, arroz integral, quinoa e cevada são fontes de fibras de excelente qualidade, vitaminas do complexo B e fitoquímicos. Uma alimentação rica em grãos integrais auxilia na manutenção de um peso saudável, reduz a resistência à insulina e nutre as bactérias benéficas do intestino, gerando subprodutos anti-inflamatórios.

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