Angolanos em Lisboa refletem sobre identidade, memória e futuro – Diálogos intergeracionais

Miguel Jose
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A Biblioteca Nacional de Lisboa é, desde ontem, o epicentro de um dos debates mais relevantes sobre Angola contemporânea. O seminário internacional “Como se constrói um país: diálogos interdisciplinares” junta vozes influentes da literatura, arquitetura, jornalismo e investigação académica, numa jornada de reflexão profunda sobre identidade, resistência e construção de memória colectiva.

Com nomes como Ana Paula Tavares, Jean Michel Mabeko Tali, Israel Campos, Ângela Mingas, Vladimiro Prata e Suzana Sousa, o evento destaca a força do pensamento angolano espalhado pelo mundo. Os oradores, na sua maioria angolanos, trazem à discussão diferentes olhares sobre o passado, presente e o futuro de Angola, com ênfase na luta pela independência, reconstrução da história e valorização dos musseques como espaços de resistência político-cultural.

Além dos debates, o seminário, organizado pela plataforma Buala, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, integra uma componente cultural que se estende até domingo na Casa Comum, com exibição de filmes como “Mulheres de Armas”, de Kamy Lara, e o premiado “Independência”, de Fradique, promovendo uma reflexão audiovisual sobre o percurso histórico e social do país.

Este encontro, inserido nas comemorações dos 50 anos da Independência de Angola e do Mês de África, reafirma o poder do conhecimento e da arte como ferramentas de diálogo e reconstrução nacional.

Texto: Gracieth Issenguele

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