Dikanza não pode morrer: Jorge Mulumba quer o som ancestral nas escolas

Miguel Jose
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O percussionista e investigador Jorge Mulumba lançou um alerta cultural em Luanda: é urgente preservar a Dikanza, um instrumento tradicional com raízes profundas na identidade musical angolana. Durante a oficina “Som da Dikanza”, que abriu a segunda edição do Festival O Futuro Já Era, promovido pelo Goethe Institut-Angola, Mulumba defendeu que o segredo está na educação — desde as escolas públicas às privadas.

Segundo o músico, a Dikanza é resistência sonora: um símbolo rítmico que tem atravessado gerações e influenciado os géneros musicais mais marcantes do país. No encontro, foram explorados subtemas como a descrição do instrumento e dois ritmos fundamentais do seu uso.

Mas o que mais tocou Jorge Mulumba foi a energia vibrante do público jovem, que mergulhou com entusiasmo na dinâmica da oficina. “O que mais chamou a minha atenção é a maneira como eles entram para energia da Dikanza com força e vontade”, partilhou.

Para o artista, o futuro da tradição depende de acções concretas hoje: levar a Dikanza às salas de aula e dar-lhe palco na vida quotidiana.

Texto: Gracieth Issenguele

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