A primeira edição do projeto “África Fashion Time” transformou Luanda, no sábado, num epicentro da criatividade africana. Estilistas de várias partes do continente apresentaram colecções que harmonizaram modernidade, ancestralidade e elegância, reafirmando a moda como uma das mais poderosas expressões da identidade cultural africana.

Segundo uma nota enviada à Revista Chocoloate Lifestye, o evento realizado no Shopping Fortaleza, celebrou “50 anos de História, uma nova era da moda africana”, evocando a Independência Nacional e destacando o contributo da moda para a preservação das raízes culturais.
O encontro reuniu criadores emergentes que, apesar dos primeiros passos, já influenciam de forma notável o crescimento do sector. Entre os nomes presentes estiveram Nana Tamakloe (Ghana), Tesha Tavares (Cabo Verde), Emmanuel Mibomsemga (Rwanda), Gabriel Froid (Ilhas Maurícias), Alfa Umaro Canté (Guiné-Bissau), Henriqueta Macuacua (Moçambique), Antonieta (São Tomé e Príncipe), Shiro Antiru (Quénia), além das angolanas Carla Silva, Avó Benguela e Nadir Tati.
Embora representando nações distintas, todos os criadores convergiram numa mesma visão: exaltar África através de cores vibrantes, padrões tradicionais, técnicas artesanais e narrativas visuais únicas. O resultado foi uma passarela que funcionou como manifesto cultural e homenagem à diversidade do continente.
A iniciativa contou com a presença de figuras da moda, política e artes, reforçando o seu impacto e o reconhecimento do público. Para Nadir Tati, o projeto marca o início de um novo capítulo: o “África Fashion Time” será anual em Angola, sempre em dezembro, e expandirá para outros países — já em maio segue para Moçambique, e posteriormente Cabo Verde.
A estilista sublinhou ainda a importância de fortalecer os laços criativos entre africanos:
“É fundamental que haja essa união entre os criadores africanos. A nossa intenção é representar a moda africana em todas as oportunidades, mostrando a riqueza cultural e o talento que existem no continente.”
A visão partilhada por Nadir foi reforçada por criadores como Henriqueta Macuacua, que destacou o evento como símbolo de crescimento, valorização cultural e troca de saberes. Já Alfa Umaro Canté, da Guiné-Bissau, viveu um momento especial ao estrear-se em Angola, apresentando uma colecção inspirada no contexto político do seu país.
“Quando entrei, utilizei um pano branco como símbolo de paz para a Nação”, declarou.
No universo lifestyle, o “África Fashion Time” revelou-se mais do que um desfile: foi um ambiente de celebração, criatividade e orgulho continental. Uma noite em que o público viveu a moda não apenas como estética, mas como cultura, manifesto e identidade. Uma passarela onde África se viu, se reconheceu e, acima de tudo, brilhou.




