Estudo alerta: tinta de tatuagem pode enfraquecer o sistema imunitário

Michela Silva
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Uma nova pesquisa do Institute for Research in Biomedicine (USI), na Suíça, está a lançar um alerta importante para os amantes de tatuagens. O estudo, publicado na prestigiada revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que a tinta usada em tatuagens, especialmente nas cores preta, vermelha e verde pode afectar de forma significativa o sistema imunitário.

Segundo a investigação, as partículas de tinta não permanecem confinadas à pele. Após o processo da tatuagem, elas migram pelo organismo e acabam por se acumular nos gânglios linfáticos, estruturas essenciais para a defesa do corpo. Ali, os pigmentos podem permanecer durante anos.

O estudo mostra ainda que, ao chegarem aos gânglios, essas partículas provocam a morte de macrófagos células-chave do sistema imunitário porque estes não conseguem degradar os pigmentos. Esse fenómeno gera inflamação contínua, o que pode comprometer a eficiência do corpo em combater infeções e reagir adequadamente a estímulos imunológicos.

Em testes realizados com ratos, os investigadores observaram que, após a aplicação da tatuagem, a resposta à vacina contra a Covid-19 foi reduzida. Curiosamente, o efeito oposto ocorreu com a vacina contra a gripe inativada, para a qual a resposta imunitária foi fortalecida.

Apesar das descobertas, os especialistas sublinham que ainda são necessários mais estudos envolvendo seres humanos e diferentes tipos de vacinas, para compreender plenamente o impacto da tinta de tatuagem no sistema imunitário. Enquanto isso, o estudo reforça a importância de escolhas informadas e da atenção aos materiais utilizados nos estúdios de tatuagem.

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