“Este não é um livro de respostas prontas. É um livro de vivências.” É assim que Michela Etulica de Melo da Silva apresenta a sua mais recente obra, lançada em formato digital no dia 23 de fevereiro. Um projecto que nasceu da dor, mas também da coragem de continuar — das quedas, das dúvidas e das cicatrizes visíveis e invisíveis que moldam quem somos.

Cada texto carrega um pedaço da autora, mas facilmente se transforma num espelho para quem lê. Ao longo das páginas, Michela aborda sentimentos muitas vezes silenciados: medo, insegurança, amor, pressão, perdão, amizade, solidão e superação. A escrita surgiu como refúgio num momento em que precisava de palavras para não desistir. E foi nesse processo que descobriu que escrever pode ser, acima de tudo, uma forma de sobrevivência.

Conhecida por muitos como Michela Silva e, pelos mais próximos, como Tchutchuca, nasceu em Luanda, a 29 de novembro. Filha única de Dona Esperança, cresceu no bairro Prenda, onde desde cedo aprendeu a observar o mundo com sensibilidade e profundidade — traços que hoje marcam a sua identidade literária.

Apaixonada pelo jornalismo e pelas histórias que habitam as pessoas, formou-se em Comunicação Social no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL) e encontra-se a concluir o ensino superior no mesmo curso na UPRA – Universidade Privada de Angola. Mais do que escrever, Michela assume uma missão: dar coragem a quem pensa em desistir de si próprio, lembrar que sentir não é sinónimo de fraqueza e que a dor não anula o valor de ninguém. Porque, para a autora, seguir o que o coração dita — com convicção e cabeça erguida — é o primeiro acto de resistência.



