O Espaço Luanda Arte (ELA) (@ela_espaco_luanda_arte_angola) e a produtora Maia Tanner ( @maia__tanner) encerraram o ano de 2025 com um balanço amplamente positivo, consolidando-se como uma das principais referências das artes visuais em Angola e projectando 2026 como um ciclo de novas iniciativas e celebração. Numa nota enviada à Revista Chocolate Lifestyle, o director do ELA, Dominick A. Maia Tanner, sublinhou que o ano findo foi marcado por impacto concreto no mercado de arte, inovação curatorial, descentralização territorial e circulação internacional de artistas.

De acordo com o responsável, 2025 produziu resultados sólidos e mensuráveis, reforçando a visão estratégica que aponta para um 2026 particularmente ambicioso, ano em que o Espaço Luanda Arte celebra uma década de existência. Ao longo do ano, a galeria promoveu cinco exposições, num programa pautado pela coerência curatorial e pela valorização da arte contemporânea angolana, incluindo quatro exposições individuais de artistas consagrados como António Ole, Nelo Teixeira, Uólofe e Ricardo Kapuka, além da colectiva “Luzes de Angola”, que reuniu diferentes linguagens, gerações e abordagens artísticas.

O balanço é considerado “muito positivo” também do ponto de vista do mercado, com mais de 60 por cento das obras expostas vendidas, sobretudo a coleccionadores públicos e privados em Angola. Estes resultados, segundo Dominick A. Maia Tanner, confirmam a vitalidade do mercado local e a crescente confiança no trabalho desenvolvido pelo ELA enquanto galeria de referência, afirmando-se como um espaço vivo de exposição, reflexão, encontro e coleccionismo.
Paralelamente à actividade expositiva na galeria, uma parte significativa do trabalho desenvolvido em 2025 ocorreu fora do ELA, através da produtora Maia Tanner. Entre os projectos de maior destaque está a exposição colectiva e multimédia “Kuduro, a força que não depende da sorte”, apresentada no SIEXPO do Museu Nacional de História Natural, com curadoria de Jamil Parasol, um projecto amplamente aclamado e com forte potencial de circulação nacional e internacional.

A produtora organizou igualmente a exposição individual do artista Gégé M’bakudi, apresentada na galeria 10A da Africell, em Luanda, e posteriormente em Benguela, reforçando a estratégia de descentralização e circulação artística. O ELA apoiou ainda a criação de obras originais dos artistas Alcides Malaika, Lorde Cave e Sakananu Wampitila para a Cimeira US Africa, num exercício que, apesar de não ter alcançado o impacto desejado por factores externos à produção artística, reafirmou a capacidade de intervenção em contextos institucionais de grande escala.
Outro marco relevante de 2025 foi a organização da segunda edição da Africell Luanda Feira de Arte, realizada no Palácio de Ferro, que recebeu mais de 3.300 visitantes ao longo de quatro dias, consolidando-se como um evento de referência no calendário cultural da capital. No plano internacional, a Maia Tanner acompanhou ainda o artista Evan Claver na sua participação na primeira Bienal de Guiné-Bissau, reforçando o compromisso com a internacionalização dos artistas angolanos.

Destaca-se igualmente a produção do Atelier Kinaxixi, que envolveu os artistas Guilherme Mampuya, Imaculada Tchitanga e Sarhai da Costa na criação de 50 obras originais destinadas ao novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, num projecto que articula arte, espaço público e identidade contemporânea.
Para 2026, Dominick A. Maia Tanner garante que o objectivo passa por “fazer mais e melhor”, aprofundando o contributo para o desenvolvimento das artes plásticas e visuais nacionais. A visão de futuro assenta na integração, colaboração e construção de um ecossistema cultural interligado, onde as iniciativas dialogam entre si, reforçando um novo ciclo de criação, impacto e legado cultural em Angola.



