A escritora Amélia Miranda mergulha na história africana com a sua primeira obra, “Lutuima”, um romance envolvente que resgata a identidade cultural, a resistência e as complexas relações humanas no contexto colonial. Apresentado no passado sábado na Mediateca de Luanda, o livro promete emocionar e despertar reflexões profundas.
A narrativa desenrola-se entre os anos 1800 e 1900, trazendo a inspiradora trajetória de Ana Lutuima Capahi, uma jovem cuja coragem a tornou lenda. Ambientada na aldeia de Katombe, ocupada pelos Zamaneses, a história revela os desafios de uma sociedade dividida entre colonizadores e nativos. No centro da trama, Lutuima enfrenta dilemas de identidade, um amor proibido e a luta incansável pela liberdade.

Amélia Miranda destaca que a obra é um convite à reflexão sobre a opressão e à força das mulheres negras ao longo da história africana. “Espero que esta história inspire os leitores a nunca permitirem que a sua voz seja silenciada, independentemente das circunstâncias”, afirmou a autora.
Editado pela Ésobrenós, com prefácio de Lucas Cassule e ilustrações de Altino Chindele, “Lutuima” é uma obra que transporta o leitor para um passado marcado por lutas e sonhos. Para além da escrita, Amélia Miranda é psicóloga clínica, empreendedora e coordenadora de vários projetos, tendo iniciado o seu percurso literário em 2018.
Com um enredo poderoso e uma personagem inesquecível, “Lutuima” promete ser um marco na literatura angolana.