Angola inicia um novo capítulo na revolução digital com o lançamento do Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA), iniciativa liderada pelo engenheiro Estêvão Zinga, coordenador do projecto e um dos principais impulsionadores da agenda tecnológica no país. Com um discurso centrado na necessidade de alinhar Angola às tendências globais da inovação, Zinga defende que a Inteligência Artificial (IA) deve ser vista como uma prioridade transversal, estratégica e inclusiva.

“O objetivo do fórum é criar uma plataforma de discussão e colaboração entre o sector público, privado e o meio académico, com vista à construção de um ecossistema robusto de Inteligência Artificial em Angola”, sublinhou.
Apesar de reconhecer avanços tímidos em eventos e fóruns nacionais, Zinga alerta que o país ainda tem um longo caminho a percorrer. “É fundamental sairmos da teoria e das palestras e avançarmos para a investigação, desenvolvimento e criação de programas académicos específicos”, explicou, apelando às universidades para reverem os seus currículos e integrarem ativamente a disciplina da IA.
Neste sentido, o FNIA propõe lançar uma comunidade nacional de Inteligência Artificial, com o intuito de envolver universidades, investigadores e organizações em torno da criação de soluções tecnológicas alinhadas às necessidades do país. “O nosso compromisso é formar profissionais preparados para um futuro que se aproxima rapidamente. Estamos a falar de milhões de novos empregos criados pela IA até 2030. Angola precisa de estar pronta”, alertou o coordenador.
Além de destacar o papel das academias, o responsável lembrou a importância da adoção ética e responsável da IA a reforçar que a tecnologia pode melhorar a produtividade, gerar novos negócios e promover uma governação mais eficiente.
Com o FNIA, Angola afirma-se no mapa da inovação africana e lança as bases de uma economia digital soberana e inclusiva, onde o conhecimento, a investigação e o capital humano são os verdadeiros motores do desenvolvimento.








Fotos Paixão Lemba


