Moda e identidade: Quando o estilo é uma forma de afirmação cultural

Miguel Jose
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Mais do que uma expressão estética, a moda é um poderoso instrumento de afirmação da identidade pessoal e coletiva. Em Angola, essa realidade tem ganhado força, sobretudo entre artistas que utilizam o vestuário como reflexo da sua história, valores e ligação às raízes africanas.

A moda como manifesto cultural.

Peças com estampados africanos, tecidos tradicionais como o samakaka, missangas e turbantes não são somente tendências são símbolos de pertença, orgulho e resistência. Em palco, nas redes sociais ou em eventos públicos, muitas figuras públicas angolanas recorrem à moda como forma de se posicionarem e contarem a sua história.

Artistas que vestem identidade

Nomes como Pérola, Yola Semedo, Ary, Elizete Vasco, e Aminata Goubel destacam-se não só pela música, mas também pela forma como incorporam elementos da cultura angolana nos seus visuais. O uso de tecidos africanos, tranças tradicionais e acessórios tribais são algumas das formas que estas artistas encontram para celebrar a sua identidade.

Além das cantoras, estilistas como Rose Palhares, Soraya da Piedade e Nadir Tati têm elevado a moda angolana além-fronteiras, reforçando a estética africana com sofisticação contemporânea.

Mais do que vaidade, um discurso visual

Numa sociedade cada vez mais globalizada, afirmar a identidade através da moda é uma forma subtil, mas poderosa de resistir ao apagamento cultural. Cada peça escolhida, cada cor usada e cada acessório carregam significados que vão além do visual.

A moda angolana, portanto, é muito mais do que tendência: é narrativa, é expressão e, sobretudo, é afirmação.

Texto: Suzana André

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