O regresso do going-out top: o glamour descomplicado que volta a dominar a noite

Gracieth Issenguele
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No auge da era Y2K e até ao início dos anos 2010, os looks noturnos seguiam uma lógica simples e eficaz: vestidos bandage ou a combinação infalível de jeans, salto alto e um going-out top, também conhecido como top arrumadinho. Brilhos, texturas especiais, materiais nobres, tons de pedras preciosas e decotes ousados faziam parte do jogo, desde que a parte de cima criasse contraste com a informalidade do denim, usado em saias, calças ou calções. Ícones como Gisele Bündchen, Beyoncé, Paris Hilton ou Jennifer Lopez adoptaram a fórmula, transformando-a num verdadeiro uniforme de estilo.

O regresso dos tops arrumadinhos não traz nada de revolucionário, mas revela muito sobre os ciclos da moda. Com as mudanças no estilo de vida, certos hábitos de vestir caem temporariamente em desuso, apenas para serem resgatados mais tarde. A indústria, movida pelo seu eterno looping de tendências e pela necessidade de aquecer vendas, aposta agora num glamour fácil e imediato, que conversa com a nostalgia da Gen Z e torna o retorno deste clássico quase inevitável.

Mas afinal, o que define um going-out top? Não se trata de uma simples t-shirt nem de uma camisa clássica. Esta é uma peça protagonista, pensada para chamar a atenção e elevar o look. Após anos dominados por vestidos e conjuntos coordenados, o top arrumadinho volta a abrir espaço para combinações hi-lo e para o prazer de brincar com contrastes. Embora o jeans continue a ser o par preferido, entram em cena novas possibilidades, como calças utilitárias ou tecidos mais leves, que atualizam a forma de usar a tendência.

Embora fortemente associada à geração millennial, a estética conquista agora novos rostos. Prova disso é Hailey Bieber, uma das maiores fãs do momento, que escolheu um modelo totalmente em lantejoulas para celebrar o seu 29.º aniversário, reforçando o estatuto contemporâneo da peça.

Na prática, usar um going-out top hoje é apostar no impacto da parte de cima. As versões brilhantes continuam a ser as mais eficazes para assumir o protagonismo do look, especialmente quando combinadas com uma base simples, como um bom par de jeans. Estampados, animais, transparências e referências ao universo boudoir elevam até os modelos mais básicos, enquanto opções mais soltas, em tons delicados, trazem um romantismo que equilibra produções mais arrojadas.

Para quem procura drama, os tops com ombros marcados, mangas volumosas e inspirações dos anos 80 cumprem o papel com distinção. Vazados estratégicos, assimetrias e modelos de um ombro só acrescentam charme, enquanto decotes nas costas, ombro a ombro e transparências reforçam a feminilidade. No Verão, a regra é clara: quanto mais cor, melhor, sobretudo quando bem coordenada com acessórios. Já os modelos artesanais, em crochê ou renda, trazem um luxo descontraído com forte espírito setentista, provando que o top arrumadinho continua a ser uma das peças mais versáteis e desejadas da moda nocturna.

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