Maneira de conduzir veículo pode ser um sinal de alerta para demência

Suzana André
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A maneira como uma pessoa conduz um veículo automóvel pode revelar mais sobre a sua saúde do que se imagina. Estudos científicos recentes sugerem que alterações subtis no comportamento ao volante podem estar associadas aos primeiros sinais de demência ou défice cognitivo.

Uma investigação desenvolvida no âmbito do projeto LongROAD (Longitudinal Research on Aging Drivers), conduzida por especialistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, analisou dados reais de condução de condutores mais velhos ao longo do tempo. Os investigadores concluíram que padrões como rotas progressivamente mais curtas, condução mais lenta, travagens frequentes ou maior desorientação podem surgir ainda antes de um diagnóstico clínico.

Segundo o estudo, a combinação de comportamentos de condução com informações demográficas permitiu identificar sinais precoces de défice cognitivo com uma precisão próxima de 88%, reforçando o potencial da condução como ferramenta complementar de rastreio.

Os especialistas sublinham que estes sinais não significam, por si só, que uma pessoa tenha demência, mas defendem que mudanças persistentes na forma de conduzir devem ser observadas com atenção e, sempre que necessário, avaliadas por profissionais de saúde.

A prevenção e o diagnóstico precoce continuam a ser fundamentais para melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão da doença.

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