Os contraceptivos orais combinados, pílulas que contêm estrogênio e progesterona estão classificados como substâncias carcinogênicas do Grupo 1 pela International Agency for Research on Cancer (IARC), entidade ligada à World Health Organization (OMS). A categoria é utilizada quando há evidência científica suficiente de que determinada substância ou factor pode causar cancro em humanos.
Apesar da classificação, especialistas alertam que isso não significa que todas as mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais irão desenvolver cancro. A designação indica apenas que estudos científicos identificaram uma associação entre o uso desses contraceptivos e um aumento do risco para alguns tipos específicos de cancros.

Ao mesmo tempo, pesquisas também apontam que o uso de contraceptivos hormonais pode reduzir o risco de outros tipos de cancro, como os de ovário e endométrio, o que demonstra que os efeitos variam de acordo com cada organismo e histórico clínico.
Diante desse cenário, médicos e investigadores defendem que a decisão de utilizar contraceptivos hormonais deve ser feita de forma informada, considerando fatores como idade, histórico familiar, condições de saúde e acompanhamento profissional.
Para especialistas, o debate público sobre métodos contraceptivos precisa ir além da eficácia na prevenção da gravidez, incluindo também os possíveis riscos, benefícios e alternativas disponíveis. A informação clara e baseada em evidências científicas é considerada fundamental para que cada mulher possa tomar decisões conscientes sobre a sua saúde reprodutiva.



