Quando o diagnóstico atinge a todos: O outro lado do câncro de mama

Michela Silva
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Outubro Rosa também é tempo de ouvir quem caminha ao lado de quem luta contra a doença.

O câncro da mama é uma das doenças que mais afecta mulheres em todo o mundo, mas o seu impacto vai além do diagnóstico individual. Familiares, amigos e cuidadores também enfrentam uma jornada emocional intensa, marcada por medo, incerteza, exaustão e, muitas vezes, silêncio.

Quando uma pessoa próxima é diagnosticada, é comum que os que estão ao redor tentem ser fortes, mas nem sempre sabem como lidar. Alguns se sentem perdidos, outros sobrecarregados. Há quem se afaste por não saber o que dizer, e há quem se aproxime mais do que nunca. Cada reação é única, mas todas são válidas e merecem ser reconhecidas.

Mitos que ainda causam confusão

Mesmo com tanta informação disponível, ainda existem ideias erradas que afectam o modo como o câncro da mama é compreendido:

• Não é uma doença contagiosa – o câncro não se transmite pelo toque, pelo ar ou por qualquer tipo de contacto.
• Ter histórico familiar não é uma sentença – embora o risco aumente, a maioria dos casos do câncro da mama não está ligada à hereditariedade.
• Homens também podem ter câncro da mama embora os casos sejam raros.
• Câncro da mama tem cura, especialmente quando detectado precocemente. O diagnóstico não é uma condenação.

O foco, com razão, costuma estar na pessoa doente. Mas é fundamental lembrar que quem está ao lado — pais, filhos, parceiros, amigos — também precisam de apoio. A sobrecarga emocional pode afectar diretamente a saúde mental dessas pessoas.

A campanha Outubro Rosa nos lembra da importância da prevenção, dos exames regulares e da informação. Mas também pode ser um momento para ampliar o olhar e perceber que a luta contra o câncro da mama envolve uma rede de pessoas que sentem, sofrem e resistem juntas.

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