Alicia Keys denuncia desigualdade na indústria musical e defende mais espaço para mulheres

Suzana André
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Em entrevista ao The Times of London, publicada na última semana de abril, Alicia Keys criticou o funcionamento da indústria musical, descrevendo-a como um sistema fechado, ainda dominado por homens e pouco acessível a mulheres em cargos de decisão.

A artista destacou que profissionais femininas, sobretudo engenheiras de som e produtoras, continuam a enfrentar barreiras estruturais. Dados recentes reforçam esta realidade: as mulheres representam apenas uma pequena percentagem no sector, sendo que mais de metade já relatou situações de discriminação de género e uma parte significativa afirma ter sofrido assédio no contexto profissional.

Além da desigualdade, Alicia Keys apontou ainda falhas na transparência financeira da indústria, denunciando práticas que prejudicam a sustentabilidade das carreiras artísticas.

Como resposta, a cantora cofundou a organização She Is the Music, que visa criar oportunidades e promover maior inclusão feminina no sector. O seu trabalho e posicionamento valeram-lhe reconhecimento internacional, incluindo a integração na lista das pessoas mais influentes do mundo pela TIME em 2026.

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