Angelina Jolie voltou a usar a sua voz pública para sensibilizar sobre a importância da prevenção do cancro da mama. A atriz revelou as cicatrizes da dupla mastectomia numa sessão fotográfica para a primeira edição da revista Time francesa, disponível a partir de 18 de dezembro, acompanhada de uma entrevista intimista e esclarecedora.

Aos 50 anos, Jolie recorda a decisão tomada em 2013, após descobrir que era portadora do gene BRCA1, associado a um risco elevado de cancro da mama e dos ovários. “Partilho estas cicatrizes com muitas mulheres que amo. Emoção é o que sinto sempre que vejo outras mulheres a partilharem as suas”, confessou.
A escolha pelo procedimento preventivo foi também influenciada pela história familiar. A mãe da atriz, Marcheline Bertrand, morreu em 2007, aos 56 anos, vítima de cancro da mama, uma experiência que marcou profundamente a artista. Segundo Jolie, a mastectomia reduziu o risco de desenvolver a doença de 87% para menos de 5%, trazendo-lhe tranquilidade, sobretudo enquanto mãe.

Dois anos depois, Angelina Jolie revelou ter retirado preventivamente os ovários e as trompas de Falópio, reforçando o seu compromisso com a saúde e a longevidade.
Na entrevista, a atriz sublinha a necessidade de acesso universal à informação, aos testes genéticos e à deteção precoce. “As mulheres devem poder tomar decisões conscientes sobre a sua saúde, independentemente dos recursos financeiros ou do local onde vivem”, defendeu.
Com este gesto, Jolie volta a transformar a sua experiência pessoal num poderoso apelo à consciencialização, autonomia e igualdade no acesso aos cuidados de saúde.



