Bad Bunny leva mensagem de identidade latina ao Super Bowl e reforça que a América é plural 

Suzana André
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A atuação de Bad Bunny no espetáculo do intervalo do Super Bowl ultrapassou o universo musical e ganhou um tom simbólico e cultural. Durante a apresentação, o artista porto-riquenho deixou uma mensagem clara: a América não se reduz aos Estados Unidos, mas abrange diferentes países, culturas e identidades do continente. 

Num momento marcado por debates sobre as políticas migratórias norte-americanas, a presença do cantor no maior evento desportivo dos EUA foi interpretada por muitos como um gesto de afirmação cultural. Embora Porto Rico seja um território norte-americano, Bad Bunny é frequentemente associado à realidade dos imigrantes, refletindo a forte ligação da ilha à cultura latina e ao idioma espanhol. 

Ao longo do espetáculo, o artista incorporou referências visuais e musicais ligadas à América Latina e à cultura porto-riquenha, reforçando a diversidade que compõe o continente. A frase “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, exibida durante a atuação, ressaltou o tom de união e inclusão que marcou o momento. 

Um dos instantes mais simbólicos ocorreu quando o cantor segurou uma bola de futebol americano com a frase “Together We Are America”, numa clara afirmação de que o conceito de América é coletivo e plural, desafiando a visão frequentemente associada apenas aos Estados Unidos. 

Mais do que um espetáculo, a atuação de Bad Bunny transformou-se numa declaração cultural, reafirmando o papel da música como espaço de identidade, representação e diálogo. 

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