Derek Chauvin volta a recorrer à Justiça para tentar anular condenação no caso George Floyd

Suzana André
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Derek Chauvin, ex-agente da polícia norte-americana condenado pela morte de George Floyd em 2020, apresentou um novo pedido à Justiça dos Estados Unidos para que a sua condenação seja revista. Atualmente, Chauvin cumpre duas penas pesadas: 22 anos e meio de prisão por homicídio, ao nível estadual, e mais 21 anos por violação dos direitos civis da vítima, no âmbito federal.

A defesa sustenta que o ex-polícia não teve acesso a um julgamento justo, alegando que a intensa exposição mediática do caso terá condicionado a imparcialidade do júri. Outro dos pontos levantados pelos advogados prende-se com a recusa dos tribunais em transferir o julgamento para outra localidade, pedido que já tinha sido feito na fase inicial do processo.

Além disso, a equipa de defesa voltou a insistir em argumentos médicos anteriormente rejeitados pela Justiça, sugerindo que a morte de George Floyd poderia ter resultado de outras causas, e não da asfixia provocada pela pressão prolongada do joelho de Chauvin sobre o seu pescoço, durante mais de nove minutos facto amplamente comprovado em tribunal.

Esta nova tentativa surge após uma série de recursos falhados. Em 2023, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou-se a analisar o caso, seguindo o mesmo entendimento já adotado por instâncias estaduais e federais. Especialistas em direito penal consideram pouco provável que o pedido resulte num novo julgamento, sublinhando a solidez das provas e o histórico de decisões desfavoráveis ao ex-polícia.

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