As línguas maternas africanas representam o Património Imaterial de uma sociedade multicultural e plurilíngue, defendendo uma maior diversidade cultural e linguística tanto nacionalmente como internacional. Assinalado no passado dia 21, o Dia Internacional da Língua Materna, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com o propósito de promover o respeito e a valorização das línguas maternas africanas, reforçando a sua importância enquanto instrumentos de identidade, memória e coesão social.

De acordo com um comunicado de imprensa a que o Jornal de Angola teve acesso, o Ministério da Cultura defende uma maior cooperação entre as línguas oficiais e as de “convívios”, numa lógica de complementaridade e não de exclusão, no contexto da edificação da angolanidade. O documento sublinha que, em Angola, a efeméride ganha especial significado pelo papel estruturante que as línguas desempenham numa sociedade diversa, onde coexistem múltiplas expressões culturais.
A celebração da data pretende manter vivas as diferentes formas de comunicação e promover o seu estudo através do Instituto de Línguas Nacionais, contribuindo, futuramente, para o progresso económico e o bem-estar social. Ao assinalar o Dia Internacional da Língua Materna, o Ministério da Cultura reafirma, assim, o compromisso de desenvolver políticas públicas que promovam a educação intercultural, em prol da paz e da justiça social.
Em Angola, a efeméride valoriza línguas nacionais como o kikongo, kimbundu, umbundu, cokwe, nganguela e kwanyama, fundamentais para a identidade e memória colectiva, enquanto o português se mantém como língua oficial e elemento de unidade nacional, consolidando a convivência harmoniosa entre diversidade e coesão.



